Origem
Uma
das maiores escolas de crescimento pessoal e formação
terapêutica do planeta.
“A
força natural de cura existe em cada um de nós,
é a
maior força que dispomos para chegar à saúde.”
(Hipócrates, pai da medicina ocidental)
“Fossemos
nós quem deveríamos ser e não haveria
em
nós a necessidade da ilusão.”
(Fernando Pessoa)
“Não
há caminho para a paz. A paz é o caminho!”
(Gandhi)
BEM
- VINDO A BORDO
O
primeiro, e mais importante passo, você já
deu: procurar a Escola Humaniversidade Holística.
Agora o convidamos para um passo muito maior. Você
poderá se tornar um dos melhores terapeutas do planeta,
um diferencial em excelência pessoal num curso sério,
profissionalizante, em terapia corporal, naturopatia, medicina
oriental, acupuntura e terapias indianas – isso mesmo,
um curso completo com um currículo admirável,
no qual as aulas acontecem durante a semana ou período
integral sendo duas vezes por semana. Você é
o tipo de aluno que se encaixa perfeitamente na Escola Humaniversidade
Holística, pois é alguém que quer fazer
diferença em si e no mundo. Que bom que você
existe e que benção ser quem você é.
Como nós aqui já o conhecemos um pouco é
preciso também que você saiba mais sobre a
Humaniversidade, a equipe e o que é mais importante,
os métodos. Afinal, estamos todos no mesmo barco:
as terapias alternativas, a excelência pessoal, o
servir, o ser feliz, o fazer a diferença no planeta
e o jamais desistir dos seus sonhos.
“Os
Homens... eles perdem a saúde para juntar dinheiro,
depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente
de
tal forma que acabam por não viver nem o presente,
nem o futuro.
E vivem como se nunca fossem morrer...
E morrem como se nunca tivessem vivido...”
(Dalai Lama)
Um
pouco de nossa história . . .
Somos
um dos pioneiros em utilizar o nome e o conceito Holístico.
A Instituição Espaço Holístico,
precursora da Humaniversidade Holística, foi fundada
em 1988 por Otávio Leal (Dhyan Prem) e em 1995 firmou-se
a parceria com Diana Valer (Prem Zeenat). Foi uma das primeiras
instituições de cursos livres da cidade de
São Paulo a introduzir a filosofia, a prática
e a formação holística, inspirada em
instituições internacionais que fazem a diferença
positiva no planeta.
Em
1998, a instituição passou a ser denominada
Humaniversidade Holística, por se tratar de uma escola
de estudos voltado para o despertar do potencial humano,
fundamentado nas filosofias orientais e ocidentais que buscam
a universalidade do pensamento holístico.
“Na
nova idade todos somos convocados para a inteireza. O ser
mutilado, fragmentado na mente, no coração
e no existir, será removido para o museu do ontem.
Apenas os inteiros estarão preparados para os novos
desafios. Por essa razão, o termo – chave é
o holístico, proveniente do grego holos, que significa
inteiro, total. A palavra “holístico”
pelo desgaste do mau uso e do abuso, poderá ser substituída.
O seu significado, entretanto, permanecerá.”
Roberto Crema
Em
dezembro de 2003, passou a ser conhecida como Escola Humaniversidade
Holística, pois a mesma a partir desta data foi Regulamentada
como Escola Técnica, onde obteve a regulamentação
da Secretaria de Educação no Curso Técnico
de Naturopatia, que é um dos eixos centrais da instituição
junto com o Terapeuta Corporal e o Yoga.
A
Humaniversidade ministra cursos e formações
livres das áreas de acupuntura, massoterapia, yoga,
naturopatia e tudo o que traga saúde, longevidade
e paz ao ser há mais de uma década, e agora
é a pioneira em ministrar formação
terapêutica, tendo formado e qualificado milhares
de alunos. Este contingente de alunos evidencia a grande
demanda pela área.
Nesses
anos de cursos, temos constatado que um grande número
de seus alunos formados / qualificados
vem atuando profissionalmente na área. É uma
profissão livre, original e ética e isso é
abençoado.
Somos
reconhecidos por ser uma Escola onde as pessoas estão
comprometidas com a “Essência” com a percepção
da consciência, autoconhecimento, coragem de assumir
responsabilidades, aceitação e celebração
de quem somos e do que está a nossa volta, de ir
além das limitações e compreender que
tudo que acontece fora é reflexo do que está
dentro, o macrocosmo é igual o microcosmo.
“Preparamos
um terreno fértil para líderes holísticos,
profissionais originais, inventivos e conscientes.“
Otávio Leal
“A
escola controlada pelo estado ensina de forma fragmentada
matemática, física, química, direito,
computação, turismo, etc., tudo isso é
importante, mas o que é mais importante que a realização
do Ser Humano? O que é mais importante que a ética,
justiça planetária, paz e harmonia? Como é
possível vivermos sem o contato com o sagrado, com
a eternidade”
Otávio Leal
Tradição
no Ensino de Terapias
Mais
de uma década de formação em terapias
alternativas, naturopatia e massoterapia. A utopia torna-se
realidade. Milhares de alunos nesse tempo todo. Uma experiência
que se revela no número de profissionais colocados
no mercado nas mais diversas áreas. Hoje, para onde
quer que você vá, encontrará um profissional
formado por nós. Sejam atuando em clínicas,
academias, escolas, hotéis superiores, programas
de qualidade de vida, clubes e principalmente em consultórios
prósperos e belíssimos.
Isso
tudo porque, aqui na Humaniversidade, o importante é
a sensibilidade, competência, persistência e
criatividade do terapeuta que existe em cada um de nós.
Valorizamos a sabedoria e a competência.
"Sabe,
Yves, acho que é preciso retirar do espaço
escolar o desprezo. Por exemplo, o desprezo pela escola
pública, por parte inclusive de alguns de seus próprios
professores, que vivem uma espécie de esquizofrenia
ética, pois sendo docentes tanto da rede pública
quanto da rede privada, comportam-se de um modo na primeira
e de outro na segunda. Na rede privada de ensino, ele vai
às reuniões, não deixa de fazer o planejamento.
Já na rede pública ele se ausenta, utiliza
todas as licenças, como se elas fossem obrigatórias,
ele despreza o trabalho. Há quem use a escola pública
até como ameaça para os filhos: "Se você
não estudar, vou colocá-lo numa escola pública.
Você vai ver o que é bom!". Esse é
um desprezo profundamente negativo, porque acaba contaminando
a visão que se tem dos alunos: "Essa meninada
não sabe nada"; "Eles não merecem
a aula que preparei". Como se ali não houvesse
necessidade de desenvolver um trabalho coletivo, um trabalho
pedagógico da escola.”
Mario Sérgio
Cortella
Quem
é Quem na Humaniversidade Holística
Uma
equipe afinada de profissionais voltados para o desenvolvimento
integrado de nosso maior bem: VOCÊ ALUNO(A).
Em
cada área, um professor especializado, atuante no
mercado e que estará à sua disposição
para lhe transmitir o que há de melhor. E quando
tiver necessidade de esclarecimento, procure a coordenação.
Fundador:
Otávio Leal (Dhyan Prem)
Diretor
e Coordenador Pedagógico: Ivone de Jesus
Branco
Diretora
Administrativa: Diana Prem Zeenat
Secretários:
Fernando M. Garcia, Elemi Borges e Daniela Valer
Professores
e Colaboradores:
Diana Prem Zeenat, Fernando M. Garcia, Otávio Leal,
Rosely Cisotto, Gerson D´Addio, Gilson Giombelli,
Iara Rita, Cláudia Defendi, Milton Kawata, Raquel
Ribeiro, Evaldo Mazer, Lúcia Michaellis, Flávia
Macedo, Zuleide Augusto Carlos, Francisco Ferraz, Marcos
Marchi, Thelma Zaidan Pieratti Bueno e convidados.
Funcionários
Colaboradores: Equipe sempre em desenvolvimento,
altamente competente, e professores que trabalham com vocação
muito amor e absoluta dedicação aos aprendizes.

Otávio
Leal e Diana Prem Zeenat em uma celebração
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|
H
umano, Honestidade
U ltrapassar os limites
M editação,
Motivação
A legria, Assertividade
N atureza, Naturopatia
I nspiração,
Inteligência
V erdade, Vivacidade
E xcelência,
Experiência
R espeito, Raciocínio
S erenidade, Saúde
I luminação,
Interiorização
D ireção,
Desfrutar
A mor, Amizade
D ádiva, Discípulo
E ticos, Especiais
H umildade, Honra
O bjetividade, Otimismo,
Osho
L iberdade, Luz
I ntuição,
Intimidade
S abedoria, Simplicidade
T erapias, Transformação
I ntensidade, Impactante
C elebração,
Consciência, Cooperação
A mizade, Alma
|
 |
Que você encontre aquilo que vier
buscar.
Que o meditador encontre a paz.
Que o estudioso encontre a felicidade.
Que o yoguin encontre o êxtase.
Que o aprendiz se realize em suas práticas.
Que o sábio encontre mais sabedoria.
Que o buscador de mistérios possa desvendá-los.
Que o enfermo reencontre sua saúde.
Que o ansioso encontre a paz.
Que o religioso religue-se à Divindade.
Que o cientista descubra novos conceitos.
Que o filósofo encontre a mais transcendental das filosofias.
Que o esotérico desvende todos os segredos.
Que o homem sensível descubra a magia do amor e do sexo.
Bem
Vindos a Humaniversidade Holística. |
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Objetivos
“Para
ser grande, sê integro; nada teu exagera ou exclui.
Sê todas as coisas.
Põe quanto és no mínimo que fazes assim
em cada lago a lua toda brilha. Porque alta vive”
Fernando Pessoa
“Mantenha em seu interior
uma câmara secreta de silêncio, e não deixe
que entrem nela estados de humor, preocupação,
lutas nem desarmonias”
Yogananda
Os
objetivos da Escola Humaniversidade são contribuir
para que o aprendiz:
•
Trabalhe pela paz pessoal e planetária.
•
Seja verdadeiro, amoroso, gentil, competente no que faz e
extraordinário em sua vida.
•
Compreenda sua individualidade, reconheça seu potencial
e limitações, valorizando-se e construindo sua
vida com identidade e dignidade;
•
Integre-se no planeta, promovendo a transformação
e cura do mesmo;
•
Se conscientize de que pertence a uma Humanidade, de que integra
a espécie humana, extremamente heterogênea, cheia
de contradições e conflitos, mas unida na busca
da felicidade e paz;
•
Desenvolva a sensibilidade humana, o espírito de iniciativa,
da criatividade, solidariedade, responsabilidade planetária,
do compromisso e do sentido do dever e da consciência
social.
O
aprendiz ao estudar na Humaniversidade desenvolverá
as seguintes habilidades em seu processo evolutivo:
•
Maturidade;
•
Individuação
(saber “quem é você”)
•
Consciência Pessoal;
•
Clareza de expressão;
•
Flexibilidade;
•
Motivação
e Perseverança;
•
Habilidade de estar aberto
para receber Feedback, para transmitir e receber corretamente
informações, para estar centrado e envolvido
durante um processo terapêutico de ser receptivo à
ajuda dos outros, e de trabalhar em equipe;
•
Habilidades organizacionais.
Visões éticas e holísticas.
A
Humaniversidade aponta:
“Seja
a mudança que você quer para o mundo”
- Gandhi
I
- Garantir o padrão de ensino, respeitando a liberdade
de aprender, ensinar, pesquisar, divulgar o pensamento, a
arte e o saber, coerente com a Proposta Pedagógica
da Escola. Promover a transição entre a Escola
e o mundo do trabalho, capacitando aprendizes com conhecimentos
e habilidades competentes e profundas, para o exercício
de atividades produtivas e prósperas com muita segurança;
II
- Estimular os educandos à reflexão sobre o
mundo profissional, a natureza das ocupações,
as oportunidades nos mais diferentes setores da Economia (ética),
instrumentalizando-os e qualificando-os para o exercício
de uma profissão;

Nosso
Campo de Ação:
•
Formar terapeutas de alta competência.
•
Educação
•
Saúde, equilíbrio e longevidade
•
Paz, ecologia e justiça planetária
•
Cultura holística
•
Vida Social em harmonia
•
Preservação da vida
Aqui
o Aprendiz aprende e pratica:
•
Educação Holística Humana:
Nossos alunos terão a consciência do que é
ser um terapeuta, educador e líder (pessoal e planetário).
Terapeuta educador é aquele que não somente
domina as teorias, mas as vivenciam como um Agente de Transformação,
ajudando a criar um mundo harmônico. Trazendo paz para
sua vida e para o planeta. É um samurai (servidor da
paz).
•
Qualidade de Vida:
Nossos alunos formados se tornam agentes de transformação,
possibilitando atuar em instituições, creches,
asilos, atendimentos a mulheres que passaram por situações
violentas, programas de orfanatos, apoio a pacientes terminais
dentro da visão holística, primeiros socorros
em terapias alternativas, visitar necessitados e utilizar
o aprendizado para melhorar a qualidade de vida das pessoas.
•
Vida Social:
ONGs
éticas, justas e ecológicas, Creches, orientações
de práticas interativas e esportivas sem proposta de
competição e sim de paz, cooperação,
fraternidade e alegria, trabalho para a valorização
da Arte, teatro, música. Divulgar as artes orientais,
inclusive as marciais, como um caminho; o Budô como
fonte de equilíbrio e não de competição,
etc. Nossos agentes de formação se tornarão
agentes de transformação, possibilitando alertar
a todos dentro dos conceitos holísticos (inteireza
e plenitude), a obterem auto-conhecimento, auto-suficiência,
autenticidade, relacionamento interpessoal, Iluminação,
saber relacionar-se em equipe, capacidade de auto-atualização.
•
Meio Ambiente:
Palestras
de esclarecimento quanto a metodologias naturais, paz planetária,
economia ética e justa, combate a fome e miséria
sem acabar com o planeta, debates alertando sobre a destruição
da vida no planeta; alertar para a falta de informações
sobre justiça real e equilíbrio planetário
que aumentam a violência, miséria humana, desigualdade,
injustiça, etc.

A
Humaniversidade tem como Base
Tradições:
Todas que apontem na direção da Paz, ecumenismo,
tolerância, dialógo, solidariedade, ética,
ecologia pessoal e ambiental, despertar da consciência,
solidariedade, compaixão, conexão com o sagrado.
Práticas
de Consciência e meditação: Os
Yogas, Mantram, Chi-Kun, Tai-Chi-Chuan, Artes Marciais, Budô,
Sadhanas de yoga, Xamanismo, Taoísmo, meditações
ocidentais e orientais, cristianismo místico, kabalah,
budismo, xintoísmo.
Técnicas de Celebração: Danças
Sagradas, Dinâmicas de Laban, Meditações
dos principais mestres e escolas, Técnicas de Teatro,
Artes Plásticas, dançaterapia, festas terapêuticas,
festivais, ludoterapia.
Saúde
e longevidade:
Acupuntura, shiatsu, tui-ná, terapias chinesas, Reiki,
kiro-ki-dô, fitoterapia, alimentação consciente,
reflexologia, primeiros socorros, diagnósticos energéticos,
compressas, moxabustão, cromoterapia, respiração,
ayurvédica (terapia geral), musicoterapia, aromaterapia,
terapia tantrica.
Apoio
Geral: Psicologia
holística, psicologia dos Budas, anatomia, fisiologia,
parapsicologia, neurolinguística, auto liderança,
AnimaSoma, Jung, Reich.
Textos Sapienciais: Tao-te-king, novo e velho testamento,
cabala, tantras, livro tibetano dos mortos, Ramayama, Vedas,
Gitã, Sutras do Zen, Carpa, Pierre Weil, Leonardo Boff,
R.Crema, C.Rogers, CG.Jung, Aurobindo, Sivananda, Osho, J.Krishnamurti,
J.Campbell, entre outros.
O
que é Naturopatia /Terapia Corporal e Holística
O
termo Naturopatia surgiu da junção das palavras
Naturo (Natural) e Patia (entende-se “tratamento de
desarmonias”). A Naturopatia se refere às práticas
naturais de tratamento e harmonização corporal.
Ela surgiu da necessidade dos terapeutas de ampliar os seus
conhecimentos e técnicas em recursos naturais de tratamento.
Há
uma crescente evolução da prática de
terapias alternativas como a acupuntura, a massoterapia, a
fitoterapia e a terapia floral, evidenciando a busca de formas
mais naturais para os cuidados primários com a saúde.
O
Curso Técnico forma terapeutas educadores que utilizam
meios naturais em terapias e ensinam caminhos para a harmonização
mente/corpo/natureza.
As bases principais deste curso são as técnicas
orientais de tratamento, fundamentadas nas filosofias chinesa
e indiana, associadas às técnicas ocidentais.
Todas as técnicas são tratadas de forma teórico-prática.
As
técnicas utilizadas pelos Naturopatas e Massoterapeutas
são várias e se destinam:
•
Àqueles que necessitam do toque direto no corpo, através
da manipulação de pontos (conforme a metodologia
oriental) como forma de manter seu estado geral em harmonia
e preservar a saúde;
•
Àqueles que necessitam reorganizar suas funções
vitais prevenindo doenças e combatendo dores ou disfunções
orgânicas, através das práticas naturais.
As técnicas maximizam a circulação da
energia vital pelo corpo, combatendo diversos sintomas como
dores, tensões e estresse.

Declaração
e Programa de Ação
sobre uma Cultura de Paz
Nações
Unidas
Assembléia Geral
Distr.
GERAL
A/RES/53/243
6 de outubro de 1999
Qüinquagésimo
terceiro período de sessões
Tema 31 do
programa
Resoluções
Aprovadas pela Assembléia Geral
[sem remissão
prévia a uma Comissão Principal (A/53/L.79)]
53/243.
Declaração e Programa de Ação
sobre uma Cultura de Paz
A
Declaração sobre uma Cultura de Paz
A
Assembléia Geral,
Considerando
a Carta das Nações Unidas, incluindo os objetivos
e princípios nela enunciados,
Considerando
também que na Constituição da Organização
das Nações Unidas para a Educação,
a Ciência e a Cultura se declara que “posto que
as guerras nascem na mente dos homens, é na mente dos
homens onde devem erigir-se os baluartes da paz”,
Considerando
ainda a Declaração Universal dos Direitos Humanos
e outros instrumentos internacionais pertinentes ao sistema
das Nações Unidas,
Reconhecendo
que a paz não é apenas a ausência de conflitos,
mas que também requer um processo positivo, dinâmico
e participativo em que se promova o diálogo e se solucionem
os conflitos dentro de um espírito de entendimento
e cooperação mútuos,
Reconhecendo
também que com o final da guerra fria se ampliaram
as possibilidades de implementar uma Cultura de Paz,
Expressando
profunda preocupação pela persistência
e proliferação da violência e dos conflitos
em diversas partes do mundo,
Reconhecendo
a necessidade de eliminar todas as formas de discriminação
e intolerância, inclusive aquelas baseadas em raça,
cor, sexo, idioma, religião, opinião política
ou de outra natureza, na origem nacional, etnia ou condição
social, na propriedade, nas discapacidades, no nascimento
ou outra condição,
Considerando
sua resolução 52/15, de 20 de novembro de 1997,
em que proclamou o ano 2000 “Ano Internacional da Cultura
de Paz”, e sua resolução 53/25, de 10
de novembro de 1998, em que proclamou o período 2001-2010
“Década Internacional para uma Cultura de Paz
e não-violência para as crianças do mundo”,
Reconhecendo
a importante função que segue desempenhando
a Organização das Nações Unidas
para a Educação, a Ciência e a Cultura
na promoção de uma Cultura de Paz,
Proclama solenemente
a presente Declaração sobre uma Cultura de Paz,
com o objetivo de que os Governos, as organizações
internacionais e a sociedade civil possam orientar suas atividades
por suas sugestões, a fim de promover e fortalecer
uma Cultura de Paz no novo milênio:
Artigo
1°
Uma Cultura
de Paz é um conjunto de valores, atitudes, tradições,
comportamentos e estilos de vida baseados:
a)
No respeito à vida, no fim da violência e na
promoção e prática da não-violência
por meio da educação, do diálogo e da
cooperação;
b) No pleno
respeito aos princípios de soberania, integridade territorial
e independência política dos Estados e de não
ingerência nos assuntos;
c) que são,
essencialmente, de jurisdição interna dos Estados,
em conformidade com a Carta das Nações Unidas
e o direito internacional;
d) No pleno
respeito e na promoção de todos os direitos
humanos e liberdades fundamentais;
e) No compromisso
com a solução pacífica dos conflitos;
f) Nos esforços
para satisfazer as necessidades de desenvolvimento e proteção
do meio ambiente para as gerações presente e
futuras;
g) No respeito
e promoção do direito ao desenvolvimento;
h) No respeito
e fomento à igualdade de direitos e oportunidades de
mulheres e homens;
i) No respeito
e fomento ao direito de todas as pessoas à liberdade
de expressão, opinião e informação;
j) Na adesão
aos princípios de liberdade, justiça, democracia,
tolerância, solidariedade, cooperação,
pluralismo, diversidade cultural, diálogo e entendimento
em todos os níveis da sociedade e entre as nações;
e animados por uma atmosfera nacional e internacional que
favoreça a paz.
Artigo
2º
O progresso
até o pleno desenvolvimento de uma Cultura de Paz se
conquista através de valores, atitudes, comportamentos
e estilos de vida voltados ao fomento da paz entre as pessoas,
os grupos e as nações.
Artigo
3°
O desenvolvimento
pleno de uma Cultura de Paz está integralmente vinculado:
a)
À promoção da resolução
pacífica dos conflitos, do respeito e entendimento
mútuos e da cooperação internacional;
b) Ao cumprimento
das obrigações internacionais assumidas na Carta
das Nações Unidas e ao direito internacional;
c) À
promoção da democracia, do desenvolvimento dos
direitos humanos e das liberdades fundamentais e ao seu respectivo
respeito e cumprimento;
d) À
possibilidade de que todas as pessoas, em todos os níveis,
desenvolvam aptidões para o diálogo, negociação,
formação de consenso e solução
pacífica de controvérsias;
e) Ao fortalecimento
das instituições democráticas e à
garantia de participação plena no processo de
desenvolvimento;
f) À
erradicação da pobreza e do analfabetismo, e
à redução das desigualdades entre as
nações e dentro delas;
g) À
promoção do desenvolvimento econômico
e social sustentável;
h) À
eliminação de todas as formas de discriminação
contra a mulher, promovendo sua autonomia e uma representação
eqüitativa em todos os níveis nas tomadas de decisões;
i) Ao respeito,
promoção e proteção dos direitos
da criança;
j) À
garantia de livre circulação de informação
em todos os níveis e promoção do acesso
a ela;
k) Ao aumento
da transparência na prestação de contas
na gestão dos assuntos públicos;
l) À
eliminação de todas as formas de racismo, discriminação
racial, xenofobia e intolerância correlatas;
m) À
promoção da compreensão, da tolerância
e da solidariedade entre todas as civilizações,
povos e culturas, inclusive em relação às
minorias étnicas, religiosas e lingüísticas;
n) Ao pleno
respeito ao direito de livre determinação de
todos os povos, incluídos os que vivem sob dominação
colonial ou outras formas de dominação ou ocupação
estrangeira, como está consagrado na Carta das Nações
Unidas e expresso nos Pactos internacionais de direitos humanos,
bem como na Declaração sobre a concessão
da independência aos países e povos colonizados
contida na resolução 1514 (XV) da Assembléia
Geral, de 14 de dezembro de 1960.
Artigo
4°
A educação,
em todos os níveis, é um dos meios fundamentais
para construir uma Cultura de Paz. Neste contexto, a educação
sobre os direitos humanos é de particular relevância.
Artigo
5°
Os governos
têm função primordial na promoção
e no fortalecimento de uma Cultura de Paz.
Artigo
6°
A sociedade
civil deve comprometer-se plenamente no desenvolvimento total
de uma Cultura de Paz.
Artigo
7°
O papel informativo
e educativo dos meios de comunicação contribui
para a promoção de uma Cultura de Paz.
Artigo
8°
Desempenham
papel-chave na promoção de uma Cultura de Paz
os pais, os professores, os políticos, os jornalistas,
os órgãos e grupos religiosos, os intelectuais,
os que realizam atividades científicas, filosóficas,
criativas e artísticas, os trabalhadores em saúde
e de atividades humanitárias, os trabalhadores sociais,
os que exercem funções diretivas nos diversos
níveis, bem como as organizações não-governamentais.
Artigo
9°
As Nações
Unidas deveriam seguir desempenhando uma função
crítica na promoção e fortalecimento
de uma Cultura de Paz em todo o mundo.
107ª sessão plenária
13 de setembro de 1999
B
Programa de Ação sobre uma Cultura de Paz
A
Assembléia Geral,
Tendo em conta
a Declaração sobre uma Cultura de Paz aprovada
em 13 de setembro de 1999,
Considerando sua resolução 52/15, de 20 de novembro
de 1997, na qual proclamou o ano 2000 “Ano Internacional
da Cultura de Paz”, e sua resolução 53/25,
de 10 de novembro de 1998, na qual proclamou o período
2001-2010 “Década Internacional para uma Cultura
de Paz e não-violência para as crianças
do mundo”,
Aprova
o seguinte Programa de Ação sobre uma Cultura
de Paz:
A.
Objetivos, estratégias e agentes principais
1.
O Programa de Ação constituiria a base do Ano
Internacional da Cultura de Paz e da Década Internacional
para a Cultura de Paz e não-violência para as
crianças do mundo.
2. Estimular
aos Estados Membros para que adotem medidas para promover
uma Cultura de Paz no plano nacional, bem como nos planos
regional e internacional.
3. A sociedade
civil deveria participar nos planos local, regional e nacional,
com o objetivo de ampliar o alcance das atividades concernentes
a uma Cultura de Paz.
4. O sistema
das Nações Unidas deveria fortalecer as atividades
que realiza em prol de uma Cultura de Paz.
5. A Organização
das Nações Unidas para a Educação,
a Ciência e a Cultura deveria manter sua função
essencial na promoção de uma Cultura de Paz
e contribuir para sua construção de forma significativa.
6. Dever-se-iam
fomentar e consolidar as associações entre os
diversos agentes destacados na Declaração para
um movimento mundial para uma Cultura de Paz.
7. Uma Cultura
de Paz se promove mediante o intercâmbio de informação
entre os agentes sobre as ini¬ciativas com este objetivo.
8. A execução
eficaz do Programa de Ação exige a mobilização
de recursos, inclusive financeiros, por parte dos governos,
das organizações e indivíduos interessados.
B.
Consolidação de medidas que adotem todos os
agentes pertinentes nos planos nacional, regional e internacional
9.
Medidas para promover uma Cultura de Paz por meio da educação:
a) Revitalizar
as atividades nacionais e a cooperação internacional
destinadas a promover os objetivos da educação
para todos, com vistas a alcançar o desenvolvimento
humano, social e econômico, e promover uma Cultura de
Paz;
b) Zelar para
que as crianças, desde a primeira infância, recebam
formação sobre valores, atitudes, comportamentos
e estilos de vida que lhes permitam resolver conflitos por
meios pacíficos e com espírito de respeito pela
dignidade humana e de tolerância e não-discriminação;
c) Preparar
as crianças para participar de atividades que lhes
indiquem os valores e os objetivos de uma Cultura de Paz;
d) Zelar para
que haja igualdade de acesso às mulheres, especialmente
as meninas, à educação;
e) Promover
a revisão dos planos de estudo, inclusive dos livros
didáticos, levando em conta a Declaração
e o Plano de Ação Integrado sobre a Educação
para a Paz, os Direitos Humanos e a Democracia de 1995, para
o qual a Organização das Nações
Unidas para a Educação, a Ciência e a
Cultura prestaria cooperação técnica,
se solicitada;
f) Promover
e reforçar as atividades dos agentes destacados na
Declaração, em particular a Organização
das Nações Unidas para a Educação,
a Ciência e a Cultura, destinadas a desenvolver valores
e aptidões que beneficiem uma Cultura de Paz, inclusive
a educação e a capacitação na
promoção do diálogo e do consenso;
g) Estimular
as atividades em curso das entidades ligadas ao sistema das
Nações Unidas a capacitar e educar, quando for
o caso, nas esferas da prevenção dos conflitos
e gestão de crises, resolução pacífica
das controvérsias e na consolidação da
paz após os conflitos;
h) Ampliar
as iniciativas em prol de uma Cultura de Paz empreendidas
por instituições de ensino superior de diversas
partes do mundo, inclusive a Universidade das Nações
Unidas, a Universidade para a Paz e o projeto relativo ao
Programa de universidades gêmeas e de Cátedras
da Organização das Nações Unidas
para a Educação, a Ciência e a Cultura.
10.
Medidas para promover o desenvolvimento econômico e
social sustentável:
a) Tomar medidas
amplas baseadas em estratégias adequadas e objetivos
acordados, a fim de erradicar a pobreza, mediante atividades
nacionais e internacionais, incluindo a cooperação
internacional;
b) Fortalecer
a capacidade nacional para aplicar políticas e programas
destinados a reduzir as desigualdades econômicas e sociais
dentro das nações, por meio, entre outras coisas,
da cooperação internacional;
c) Promover
soluções efetivas, eqüitativas, duradouras
e orientadas ao desenvolvimento para os problemas da dívida
externa e serviço da dívida dos países
em desenvolvimento, por meio, entre outras coisas, da diminuição
da carga da dívida;
d) Fortalecer
as medidas adotadas, em todos os níveis, para aplicar
estratégias nacionais em prol da segurança alimentar
sustentável, inclusive com a elaboração
de medidas para mobilizar e aproveitar ao máximo a
destinação e utilização de recursos
obtidos de todas as fontes, incluindo-se os obtidos com a
cooperação internacional, como os recursos procedentes
da diminuição da carga da dívida;
e) Adotar mais
medidas que zelem para que o processo de desenvolvimento seja
participativo, e para que os projetos de desenvolvimento contem
com a plena participação de todos;
f) Incluir
uma perspectiva de gênero e o fomento da autonomia de
mulheres e meninas como parte integrante do processo de desenvolvimento;
g) Incluir
nas estratégias de desenvolvimento medidas especiais
em que sejam atendidas as necessidades de mulheres e crianças,
bem como de grupos com necessidades especiais;
h) Através
da assistência ao desenvolvimento após os conflitos,
fortalecer os processos de reabilitação, reintegração
e reconciliação de todos os envolvidos no conflito;
i) Incluir
medidas de criação de capacidade nas estratégias
de desenvolvimento dedicadas à sustentabilidade do
meio ambiente, incluídas a conservação
e regeneração da base de recursos naturais;
j) Eliminar
obstáculos que impeçam a realização
do direito à livre determinação dos povos,
em particular dos povos subjugados pela dominação
colonial ou outras formas de dominação ou ocupação
estrangeira, que afetam negativamente seu desenvolvimento
social e econômico.
11.
Medidas para promover o respeito a todos os direitos humanos:
a) Aplicar
integralmente a Declaração e Programa de Ação
de Viena;
b) Estimular
a formulação de planos de ação
nacionais para promover e proteger todos os direitos humanos;
c) Fortalecer
as instituições e capacidades nacionais na esfera
dos direitos humanos, inclusive por meio das instituições
nacionais de direitos humanos;
d) Realizar
e aplicar o direito ao desenvolvimento estabelecido na Declaração
sobre o direito ao desenvolvimentos e a Declaração
e Programa de Ação de Viena;
e) Alcançar
os objetivos da Década das Nações Unidas
para a educação na esfera dos direitos humanos,
1995-2004;
f) Difundir
e promover a Declaração Universal dos Direitos
Humanos em todos os níveis;
g) Dar apoio
mais significativo às atividades que o Alto Comissionado
das Nações Unidas para os Direitos Humanos realiza
no desempenho de seu mandato, estabelecido na resolução
48/141 da Assembléia Geral, de 20 de dezembro de 1993,
bem como as responsabilidades estabelecidas em resoluções
e decisões subseqüentes.
12.
Medidas para garantir a igualdade entre mulheres e homens:
a) Integrar
a perspectiva de gênero na aplicação de
todos os instrumentos internacionais pertinentes;
b) Intensificar
a aplicação dos instrumentos internacionais
em que se promove a igualdade entre mulheres e homens;
c) Aplicar
a Plataforma de Ação de Beijing, aprovada na
Quarta Conferência Mundial sobre a Mulher, com os recursos
e a vontade política que sejam necessários e
através, entre outras coi¬sas, da elaboração,
aplicação e consecução dos planos
de ação nacionais;
d) Promover
a igualdade entre mulheres e homens na adoção
de decisões econômicas, sociais e políticas;
e) Prosseguir
no fortalecimento das atividades das entidades vinculadas
ao sistema das Nações Unidas destinadas a eliminar
todas as formas de discriminação e violência
contra a mulher;
f) Prestar
apoio e assistência às mulheres que tenham sido
vítimas de qualquer forma de violência, inclusive
doméstica, no local de trabalho e durante conflitos
armados.
13.
Medidas para promover a participação democrática:
a) Consolidar
todas as atividades destinadas a promover princípios
e práticas democráticos;
b) Ter especial
empenho nos princípios e práticas democráticos
em todos os níveis de ensino escolar, extracurricular
e não-escolar;
c) Estabelecer
e fortalecer instituições e processos nacionais
em que se promova e se apoie a democracia por meio, entre
outras coisas, da formação de funcionários
públicos e a criação de capacitação
nesse setor;
d) Fortalecer
a participação democrática por meio,
entre outras coisas, da prestação de assistência
a processos eleitorais, a pedido dos Estados interessados
e em conformidade com as diretrizes pertinentes às
Nações Unidas;
e) Lutar contra
o terrorismo, o crime organizado, a corrupção,
bem como contra a produção, tráfico e
consumo de drogas ilícitas e lavagem de dinheiro, por
conta de sua capacidade de minar/ solapar a democracia e impedir
o pleno desenvolvimento de uma Cultura de Paz.
14.
Medidas destinadas a promover a compreensão, a tolerância
e a solidariedade:
a) Aplicar
a Declaração de Princípios sobre a Tolerância
e o Plano de Ação de Consecução
do Ano das Nações Unidas para a Tolerância
(1995);
b) Apoiar as
atividades que se realizem no contexto do Ano das Nações
Unidas para o Diálogo entre Civilizações,
que se celebrará em 2001;
c) Aprofundar
os estudos das práticas e tradições locais
ou autóctones de solução de controvérsias
e promoção da tolerância, com o objetivo
de aprender a partir delas;
d) Apoiar as
medidas em que se promovam a compreensão, a tolerância
e a solidariedade em toda a sociedade, em particular com os
grupos vulneráveis;
e) Continuar
apoiando a obtenção dos objetivos da Década
Internacional das Populações Indíge¬nas
do Mundo;
f) Apoiar as
medidas em que se promovam a tolerância e a solidariedade
com os refugiados e as populações deslocadas,
levando em conta o objetivo de facilitar seu regresso voluntário
e sua integração social;
g) Apoiar as
medidas em que se promovam a tolerância e a solidariedade
com os migrantes;
h) Promover
uma maior compreensão, tolerância e cooperação
entre todos os povos, por meio, entre outras coisas, da utilização
adequada de novas tecnologias e difusão de informação;
i) Apoiar as
medidas em que se promovam a compreensão, a tolerância,
a solidariedade e a cooperação entre os povos,
entre as nações e dentro delas.
15.
Medidas destinadas a apoiar a comunicação participativa
e a livre circulação de informação
e conhecimento:
a) Apoiar a
importante função que os meios de comunicação
desempenham na promoção de uma Cultura de Paz;
b) Zelar pela
liberdade de imprensa, liberdade de informação
e de comunicação;
c) Fazer uso
eficaz dos meios de comunicação na promoção
e difusão da informação sobre uma Cultura
de Paz, contando com a participação, conforme
o caso, das Nações Unidas e dos mecanismos regionais,
nacionais e locais pertinentes;
d) Promover
a comunicação social a fim de que as comunidades
possam expressar suas necessidades e participar na tomada
de decisões;
e) Adotar medidas
acerca do problema da violência nos meios de informação,
inclusive as novas tecnologias de comunicação,
entre outras, a Internet;
f) Incrementar
as medidas destinadas a promover o intercâmbio de informação
sobre as novas tecnologias da informação, inclusive
a Internet.
16.
Medidas para promover a paz e a segurança internacionais:
a) Promover
o desarmamento geral e completo sob estrito e efetivo controle
internacional, levando em conta as prioridades estabelecidas
pelas Nações Unidas na esfera do desarmamento;
b) Inspirar-se,
quando procedentes, nas experiências favoráveis
a uma Cultura de Paz obtidas de atividades de “conversão
militar”; realizadas em alguns países do mundo;
c) Destacar
como inadmissível a anexação de territórios
mediante a guerra, e a necessidade de trabalhar em prol de
uma paz justa e duradoura em todas as partes do mundo;
d) Estimular
a adoção de medidas de fomento da confiança
e atividades para a negociação de resoluções
pacíficas de conflitos;
e) Tomar medidas
para eliminar a produção e o tráfico
ilícito de armas pequenas e leves;
f) Apoiar atividades,
nos níveis nacional, regional e internacional, destinadas
à solução de problemas concretos que
surjam após os conflitos, como a desmobilização
e a reintegração de ex-combatentes à
sociedade, bem como de refugiados e populações
deslocadas, a execução de programas de recolhimento
de armas, o intercâmbio de informação
e o fomento da confiança;
g) Desestimular
e abster-se de adotar qualquer medida unilateral que não
esteja em consonância com o direito internacional e
a Carta das Nações Unidas, e dificulte a obtenção
plena de desenvolvimento econômico e social da população
dos países afetados, em particular mulheres e crianças,
que impeçam seu bem-estar, crie obstáculos para
o gozo pleno de seus direitos humanos, incluído o direito
de todos a um nível de vida adequado para sua saúde
e bem-estar e o direito a alimentos, a assistência médica
e serviços sociais necessários, ao mesmo tempo
em que se reafirma que os alimentos e medicamentos não
devem ser utilizados como instrumento de pressão política;
h) Abster-se
de adotar medidas de coação militar, política,
econômica ou de qualquer outra natureza, que não
estejam em consonância com o direito internacional e
a Carta, e cujo objetivo seja atentar contra a independência
política ou a integridade territorial dos Estados;
i) Recomendar
que se dê atenção adequada à questão
das repercussões humanitárias das sanções,
em particular para as mulheres e crianças, com vistas
a reduzir ao mínimo as conseqüências humanitárias
das sanções;
j) Promover
uma maior participação da mulher na prevenção
e solução de conflitos e, em particular, nas
atividades em que se promova uma Cultura de Paz após
os conflitos;
k) Promover
iniciativas de solução de conflitos, como o
estabelecimento de dias de cessar-fogo para a realização
de campanhas de vacinação e distribuição
de medicamentos, corredores de paz que permitam a entrega
de provisões humanitárias e santuários
de paz para respeitar o papel fundamental das instituições
sanitárias e médicas, como hospitais e clínicas;
l) Estimular
a capacitação em técnicas de entendimento,
prevenção e solução de conflitos,
ministradas ao pessoal interessado das Nações
Unidas, das organizações regionais vinculadas
e dos Estados Membros, mediante solicitação,
em con¬formidade.
107ª
sessão plenária
13 de setembro de 1999
Fonte:
A arte de viver em paz
Autor: Pierre Weil
Editora: Gente
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Filosofia
Quem
Somos
Nossa
Filosofia:
•
Ensinar, qualificar, preparar e formar terapeutas holísticos
altamente qualificados.
•
Educação
voltada para a transformação planetária.
Nossa
Missão:
Formar
terapeutas altamente qualificados e conscientes, com uma visão
holística do ser humano, que possam atuar como agentes
de transformação e contribuir de forma significativa
para a melhoria contínua da qualidade de vida e felicidade.
Buscamos
Sempre:
•
Trabalhar
para proporcionar uma diferença positiva na vida dos
nossos clientes, através da excelência no atendimento
e da superação de suas expectativas. Somos reconhecidos
por este diferencial;
•
A
inovação e melhoria contínua em nossos
produtos, serviços e relacionamentos;
•
Ter
objetivos elevados de forma compartilhada, com muito entusiasmo,
cooperação e determinação;
•
Enfatizar
o “Fazer, Aprender, Ter e Ser”, conduzindo as
pessoas a se conscientizarem e se comprometerem com ações
de mudança, visando o desenvolvimento pessoal, profissional,
social e espiritual;
•
Ser
reconhecido como um centro diferenciado para ensino, prática
e divulgação dos conceitos e técnicas,
ligados as tradições e filosofias do Oriente
e Ocidente;
•
Valorizar
o profissionalismo, a cooperação, o espírito
de equipe e a iniciativa de nossos colaboradores, promovendo
ambiente de trabalho estimulante;
•
Minimizar
custos, despesas e evitamos os desperdícios de recursos
físicos, econômicos e materiais, sem comprometer
a qualidade dos nossos produtos e serviços;
•
Investir
no crescimento e na expansão da nossa organização,
como geradora de oportunidade de trabalho para nossos colaboradores
e para sociedade;
•
Apoiar
de várias maneiras as iniciativas comunitárias,
sociais e ecológicas que visam a melhoria das condições
de vida em nosso planeta Terra;
•
Ter
muita satisfação e estamos compromissados com
a nossa Missão, Valores e Visão de futuro; aqui
valorizamos cada cliente/ amigo.
Nosso
Compromisso:
É
o aprimoramento contínuo da qualidade, e desta forma
procuramos garantir através de metodologia própria
um padrão de excelência de nossos serviços,
produtos e atendimento.
Nossos
Objetivos:
•
Ser líder no mercado de formação e educação
terapêutica.
•
Formar uma equipe de profissionais comprometidos em desenvolver
produtos e serviços que façam uma diferença
positiva na vida pessoal e profissional de nossos colaboradores
e clientes e no planeta.
•
Sermos éticos e cooperativos com os nossos colaboradores,
fornecedores, clientes e comunidade, através de relacionamentos
baseados na confiança e no respeito.
•
Termos um ambiente de trabalho estimulante e inovador promovendo
qualidade de vida que enfatizam o “Fazer, Aprender,
Ter e Ser”.
•
Sermos uma Instituição íntegra, que assume
responsabilidades sociais, participando e apoiando projetos
e iniciativas comunitárias, sociais e ecológicas.
•
Ter excelência no atendimento aos clientes e na qualidade
em todos os processos para conquistar a fidelidade e o respeito
de nossos clientes.
•
Comprar a sede própria em São Paulo.
•
Montar uma clinica de atendimentos terapêuticos.
•
Criar um Asharam de Meditação e formação
terapêutica nas proximidades de São Paulo.
Nossa
Visão de Futuro:
•
Sermos
o mais reconhecido e maior centro de formação
terapêutico, nas áreas de Yoga, Massoterapia
e Naturopatia da cidade de São Paulo.
•
Sermos
lideres no mercado de formação terapêutica
Holísticas da cidade de São Paulo.
•
Sermos
reconhecidos nacional e internacionalmente como um centro
de excelência.
•
Teremos
a sede própria em São Paulo.
•
Termos
uma clinica de atendimentos terapêuticos.
•
Termos
um Asharam de Meditação e formação
terapêutica nas proximidades de São Paulo.

Nossos
Valores em Destaque - 2003 a 2009
Transformação:
Mudança,
Transcendência, Coragem, Aceitação, Gratidão,
Ousadia, Sabedoria, Evolução.
Amor:
Paixão,
Maturidade, Entrega Sinergia, Cumplicidade, Intensidade, Contato.
Felicidade:
Alegria,
Prazer, Otimismo, Integração, Celebração
Saúde:
Equilíbrio,
Harmonia, Vitalidade, Bem-estar, Qualidade de vida.
Aprendizado
Contínuo:
Criatividade,
Sabedoria, Crescimento, Habilidade, Inteligência, Inovação.
Honestidade:
Honra,
Lealdade, Verdade, Transparência, Responsabilidade,
Comprometimento, Sinceridade.
União:
Cooperação,
Solidariedade, Espírito de Equipe, Cumplicidade.
Dedicação:
Persistência,
Fazer, Ação, Determinação, Motivação,
Entusiasmo, Perseveranças.
Prosperidade:
Sucesso,
Realização, Abundância, Potência,
Atitude, Desfrutar.
Contribuição:
Talentos,
Habilidades, Valores, Eficácia, Melhoria Contínua.
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Ética
Ética
Planetária na Humaniversidade baseada nos ensinamentos
do Dalai Lama
Comportamento
ético
"A
disciplina ética repousa no desejo de ajudar os outros."
"Um
comportamento ético universal implica desenvolver e
colocar em prática as idéias humanistas. Idéias
que devem levar em conta os problemas de todos os seres, para
encontrar soluções aplicáveis a todos,
sejam quais forem os credos, as religiões, as culturas
e as políticas em vigor nos diferentes países."
"O
estabelecimento de uma ética universal requer que um
princípio básico seja aceito por todos: abstenção
de qualquer ação passível de prejudicar
os outros."
"Atuar
em conjunto, organizar-se, respeitar-se, aceitar as diferenças
de ponto de vista para superá-los, adotar um ponto
de vista humano, não mais privilegiar exclusivamente
a política e a economia. Todos são aspectos
que têm que ser incluídos, se quisermos desenvolver
um comportamento ético universal eficaz. Só
assim será possível encontrar soluções
urgentes, uma vez que os conflitos, os problemas ligados ao
meio ambiente, as endemias, as fomes, os desequilíbrios
econômicos estão eclodindo, todo o tempo, em
um ponto ou outro do planeta. São essas condições
que servirão de estímulo para se coordenar rapidamente,
em tão vasta escala, os meios disponíveis."
"Resolver
problemas instalados em um espaço tão grande
como o de nosso planeta requer que os examinemos sob um ângulo
global. Uma análise que demanda ao mesmo tempo capacidade
de conciliar interesses individuais, da sociedade e do país
e, ainda, adaptação às circunstâncias."
"A
cada dia devemos olhar o mundo e seus problemas como se fosse
a primeira vez."
"O
entusiasmo, a vontade e a determinação são
indispensáveis se quisermos enfrentar a urgência
de soluções para determinados acontecimentos
mundiais."
"A
solução para os conflitos não é
militar, nem política, nem tecnológica. Não
é a corrida de armamentos nucleares que irá
preveni-los. A violência induz outras violências.
A solução é de ordem espiritual e ética."
"O
poder das armas não dura para sempre. Tão logo
as condições permitem, ele é destronado
pela democracia, pela liberdade e pelo desejo de justiça.
O espírito humano sai sempre vencedor nesse tipo de
combate."
"A
perfeição da ética é construída
pela dádiva. Uma dádiva desinteressada, que
não espera retorno. Uma dádiva equânime
e igual em relação a todos os seres."
"Planejar
uma ética de comportamento universal é o único
meio de contribuir para tornar o homem mais feliz no conjunto
do planeta."
"Observar
a Terra do espaço mostra que as fronteiras criadas
pelo homem não têm realidade. Observar desse
modo o planeta azul nos revela o sentimento de unidade. Tudo
parece coerente, justo, no lugar certo. O espaço-tempo
dos humanos cria vida nas diferenças, na competição,
no poder, nos conflitos, nas raivas. E, no entanto, a Terra
é um conjunto, somos parte deste conjunto, dependentes
uns dos outros. Só poderemos pensar no futuro da humanidade
e assegurar nossa sobrevivência, se aceitarmos que o
princípio da interdependência, que rege todas
as bases do ensinamento budista, é um princípio
essencial à vida, um princípio incontornável.
A interdependência se torna cada vez mais evidente.
A economia, a política, os desequilíbrios do
meio ambiente dão prova disso todos os dias. A lucidez
e a reflexão deveriam trazer-nos mais sabedoria, bem
como fazer com que este princípio deixasse de ser virtual
e se tornasse uma realidade universal."
"Um
comportamento ético universal não poderá
jamais estar calcado em princípios religiosos, mas
sim, humanos."
"A
geração atual está muito comprometida
com os mecanismos do mundo moderno, excessivamente dependente
deles. Será difícil para ela transformar hábitos
adquiridos, tanto do ponto de vista da mente quanto da matéria.
Para construir um mundo melhor, será necessário
educar as crianças.
A
estratégia a ser desenvolvida é dupla:
-
Imediata: Agir sobre os desequilíbrios do meio ambiente
e, em especial, sobre tudo que diz respeito aos direitos humanos.
-
A longo prazo: Desenvolver os conhecimentos espirituais e
adaptá-los à sociedade contemporânea."
"O
objetivo das religiões e dos sistemas políticos
é ajudar o ser humano a ser feliz. Os meios utilizados
para alcançar esse objetivo não parecem sempre
coerentes. É, portanto, inútil submeter-se rigidamente
a qualquer um deles. Não devemos perder de vista que
o homem é mais importante do que qualquer sistema ideológico,
seja ele qual for."
"A
destruição do planeta pelas armas nucleares
é o maior perigo que ameaça a humanidade. Estamos
cientes da realidade dessa ameaça. Somos responsáveis
por ela. É hora de acharmos os meios de eliminá-la."
Bioética
"Em
alguns casos excepcionais, a eutanásia pode ser um
recurso. Se o enfermo se encontra em coma irreversível,
se está sendo mantido vivo artificialmente, e a família
está em grandes dificuldades materiais para prolongar
esse estado, deve-se considerar a eutanásia. Mas é
necessário refletir sobre todas as conseqüências
que esse ato trará para os próximos, para o
moribundo e para o corpo médico."
"Quer
se trate do aborto ou da eutanásia, eles são
sempre escolhas que resultam na retirada da vida de uma pessoa.
Devem ser consideradas caso a caso. Diante de tais circunstâncias,
deve-se em primeiro lugar, examinar honestamente a motivação.
A decisão depende da motivação. A motivação
é determinante."
"Controlar
os nascimentos não é uma ação
paliativa. Cada pessoa deve decidir que meios utilizar, de
modo a não ter que matar um óvulo já
fecundado."
"De
uma maneira geral, os cientistas não prevêem
o impacto de certas descobertas. A pesquisa atômica
é a prova disso. Assim como o trabalho efetuado com
genes. O mesmo acontece em matéria de economia. A corrida
pelo rendimento imediato pode criar catástrofes em
nível planetário."
Meio
ambiente
"Os
budistas sempre respeitaram a natureza. A proteção
do meio ambiente está no cerne de suas preocupações.
Para um budista, cada inseto, cada planta ocupa um lugar essencial
e indispensável. O menor deles, até mesmo o
organismo celular mais microscópico, tem um papel específico
a desempenhar na manutenção do ecossistema.
Além disso, o ensinamento budista reconhece todo ser
vivo como um ser sensível. Todo ser vivo é capaz
de realizar um dia sua natureza de Buda, ao longo dos renascimentos
que farão parte de seu futuro."
"Todos
os credos religiosos e espirituais deveriam se engajar e engajar
seus membros na proteção do meio ambiente. Participar
faz parte da responsabilidade de todos eles. A ética
religiosa não pode negligenciar esse aspecto da vida."
"Preocupar-se
com a ecologia e com os direitos dos animais consiste em fazer
o bem". São comportamentos que desenvolvem o altruísmo,
a generosidade, a abertura do coração e as ações
não-violentas.
"Nossa
geração deveria se sentir mais responsável
e se inquietar mais a respeito dos desequilíbrios do
meio ambiente, dos problemas decorrentes da poluição
e daqueles criados pela superpopulação. Devia
da mesma forma, esforçar-se para reverter o esgotamento
dos recursos naturais. É preciso refletir sobre esses
fatos, pois existe o risco de ser tarde demais para as futuras
gerações encontrarem soluções
para as catástrofes - que já se anunciam, criadas
por nós."
“Nós,
seres humanos, somos muito arrogantes. Somos tão arrogantes
que nos consideramos proprietários do planeta quando
não somos. Somos apenas usuários compartilhantes.
Nossa arrogância chega a tal ponto que, entre nós,
é absolutamente ofensivo você chamar alguém
de "animal". No entanto, para cada ser humano que
há no planeta, existem sete bilhões de insetos.
Imagine se hoje à noite eles vêm nos visitar,
se só a nossa respectiva quota vem nos visitar. Batem
à nossa porta e dizem assim: "Qual é? O
que vocês estão fazendo com o nosso planeta?
Vocês acham que são proprietários dele?
Não são. Vocês são só usuários
compartilhantes. Aliás, a gente já estava aqui
antes de vocês chegarem. E se bobear, vocês vão
embora - porque a natureza liquida tudo que ameaça
a vida - e nós vamos continuar no planeta". Acho
que essa soberba, essa forma de arrogância é
um vício extremamente forte no nosso cotidiano. Claro,
temos uma sociedade viciada em várias coisas - e aí
usando a palavra "vício" não no sentido
moral, ligado ao consumo de substâncias ou coisas inadequadas
-, mas viciada no sentido de apodrecida.
Um dos sermões do padre Antônio Vieira, grande
escritor português que viveu no Brasil, começa
com uma frase que me parece terrível, porque verdadeira,
que diz: "O peixe apodrece pela cabeça".
Já viu um peixe apodrecer? Ele apodrece da cabeça
para o resto do corpo. E, hoje, realmente vivemos um apodrecimento
de alguns valores, de dignidade, de capacidade de convivência,
de civilidade, que resulta nesse mal-estar - apontado por
Freud no início do século XX – e que hoje
trazemos à tona, 100 anos depois de Freud.”
Mario
Sergio Cortella

Mídias
"É
essencial estar informado. Contudo, privilegiar os programas
que supervalorizam sexo e violência é prejudicial
à educação e à vida em sociedade.
Os comportamentos dos adultos, dos adolescentes, das crianças
são influenciados por esses tipos de programas. Sexo
e violência servem de referências para orientarem
suas vidas. O perigo decorre do vazio espiritual e humano,
próprio dos seres. Desprovidos de conhecimento, crêem
que a existência só pode ser examinada por intermédio
desse tipo de informação. O papel dos adultos
e dos educadores é, por essa razão, primordial.
É difícil proibir alguém de ver televisão,
ou de assistir aos filmes. É possível, em todo
caso, decifrar para aqueles que nos estão próximos
as imagens mostradas, ajudá-los a perceber que elas
mostram apenas uma parcela da realidade social e humana. Elas
exprimem somente os sofrimentos de homens cuja vida é
desprovida de sentido. É, então, urgente desenvolver
a compaixão."
"O
poder das mídias é considerável. Deveria
ser utilizado para fazer o bem e ajudar os seres a se tornarem
mais compassivos, mais solidários."
"O
tempo que se passa diante da televisão não pára
de crescer; seu poder é real, seu impacto é
importante. Somos dependentes dela. A televisão nos
influencia diariamente em tudo que somos, pensamos e fazemos."
"Os
dirigentes das emissoras de televisão detêm pesada
responsabilidade. Participam da definição do
homem moderno. Têm influência na educação
das crianças. O comportamento dos adolescentes reflete,
freqüentemente, o conteúdo violento, característico
de alguns programas. Muitos jovens encontram neles exemplos
de vida que os levam a matar ou a violentar. A responsabilidade
dos donos de canais de televisão é idêntica
à responsabilidade dos políticos e dos religiosos."
"O
poder das mídias é ainda mais insidioso, por
ser encoberto e dirigir-se também ao inconsciente."
"A
maior parte dos seres humanos vive de maneira virtual, identificando-se
com imagens, artistas e cenas que assistem na televisão.
Permitem que suas vidas sejam roubadas."
"Se
nosso cotidiano é vivido essencialmente através
da telinha, nossas vidas estão dominadas pelas imagens
e não pela realidade do que de fato experimentamos."
"O
excesso de imagens desacredita o ‘ser’, e o ‘parecer’
acaba por ocultar as expressões possíveis do
ser."
"Os
noticiários só falam de violência. A violência
faz vender. Contudo, a natureza humana não é
somente feita de ódio, de agressividade. A natureza
humana também é boa e compassiva, capaz de dádiva
e amor. Seria mais justo se as mídias mostrassem uma
visão mais equilibrada e harmoniosa do mundo e da sociedade."
Economia
"A
pobreza, a miséria, a precariedade e o desemprego provocam
sofrimentos inimagináveis em algumas pessoas. A riqueza,
a acumulação de bens, a angústia de perdê-los
provocam também grandes sofrimentos em outras. Um sistema
econômico justo deveria ser mais equânime. Os
tormentos pessoais diminuiriam. Partilhar é uma alegria
real. Uma alegria que transforma as vidas."
"As
coisas mudam, de maneira sutil, mas se transformam. Os homens
de negócios, os cientistas e os políticos estão
se interessando mais e mais pela espiritualidade. O mundo
material já começou a mostrar seus limites,
e seus dirigentes estão se dando conta disso. É
por isso que alguns deles já começaram a procurar
soluções em domínios que lhes pareciam,
até bem recentemente, fora da realidade e desprovidos
de sentido concreto."
"Os
economistas desenvolverão o altruísmo e a compaixão
em suas áreas de atuação, no momento
em que tomarem consciência das conseqüências
negativas do que fazem."
"Humanizar
o mundo das finanças e a gestão econômica
supõe abrir-se e aceitar enxergar as conseqüências
das ações engendradas por essas áreas,
notadamente nos países mais pobres. Essa tomada de
consciência se torna mais necessária ainda, quando
estamos constatando que mesmo as regiões mais ricas
do mundo tendem a enfrentar desequilíbrios sociais
internos cada vez maiores. Alguns já falam de um quarto
mundo. Humanizar as finanças e a economia é
uma urgência imediata que diz respeito ao futuro de
toda a humanidade."
"É
evidente que o dinheiro é necessário, mas considerá-lo
como uma força absoluta, capaz de resolver todos os
problemas materiais e existenciais, é um grave erro."
"É
mais importante possuir um espírito sadio, positivo,
altruísta e generoso do que acumular bens e dinheiro."
"O
desequilíbrio econômico Norte/Sul é aterrador.
Numerosos problemas nascerão dessa injustiça,
desse fosso econômico. Seria mais sensato ajudar localmente
uns e outros, a fim de evitar os sofrimentos provocados pela
imigração, pela escalada dos integrismos. Nenhum
ser humano fica feliz de se desenraizar.”
"Ter
dinheiro e utilizá-lo para ajudar os que nos cercam
resulta de uma motivação positiva. Em compensação,
tornar-se obcecado pela necessidade de ter sempre mais para
o próprio benefício, enriquecer-se em detrimento
dos outros, vender armas, explorar os animais, empregar crianças
e seres humanos como se fossem escravos, empregar todos esses
meios nefastos é muito negativo e conduzirá,
necessariamente, um dia, a infinitos sofrimentos."
"A
riqueza pode ser, ela mesma, uma escravidão."

Política
"Os
políticos, os homens da mídia, os escritores,
têm a obrigação de explicar às
gerações presentes as conseqüências
catastróficas de atos humanos, no presente e no futuro."
"Somos
todos responsáveis pelo que ocorre na sociedade. Os
políticos são nossos representantes, nós
os escolhemos. É nosso dever intervir com os meios
que nos são oferecidos."
"Todos
os sistemas totalitários morrem um dia ou outro. A
democracia é sempre mais forte em um determinado momento
da história de um país."
"Investir
dinheiro em armamentos só faz manter os sistemas. Temos
que conseguir um desarmamento massivo e geral. Os governos
não estão prontos para dar esse passo. Todavia,
toda resistência passiva que recuse o uso de armas contribui
para o progresso da paz e para a evolução das
consciências."
"A
paz mundial só pode repousar na confiança total
e mútua. Nunca na idéia de que os estoques de
armamentos estão disponíveis, podendo ser utilizados
a qualquer momento. A paz só poderá ser estabelecida
progressivamente. Esse desejo não é utópico.
É simplesmente indispensável, para a sobrevivência
da humanidade, tudo fazer para realizá-lo. Esse avanço
gradual supõe acharmos primeiramente os meios de desenvolver
a própria paz interior. Pois, só então,
dado que paz interior e paz exterior são indissociáveis,
se tornará mais evidente a vontade de realizar esse
desafio."
"Somos
todos responsáveis pelo estabelecimento da paz em nível
internacional."
"A
democracia é justa, porque preconiza a separação
dos poderes legislativo e judiciário, notadamente.
Estes devem permanecer independentes para que o sistema funcione."
"Todo
político tem necessidade de espiritualidade, pois,
se for desprovido dessa base, e só agir segundo seu
próprio interesse, poderá prejudicar um grande
número de pessoas."
"É
indispensável constituir um grupo de pessoas, um conselho
mundial de ‘sábios’, humanista e desprovido
de preconceitos, para dar prioridade ao bem-estar da humanidade.
Atualmente os representantes dos governos lutam por seus países,
sem levar em conta as necessidades das outras nações.
É, então, necessário envolver um grupo
de pessoas responsáveis e altruístas que se
encarregariam da proteção de todos os povos."
"A
não-violência é um modo de ação
cada vez mais reconhecido através do mundo. É
hoje sinônimo de força. Antigamente simbolizava
fraqueza."
"Os
sistemas políticos, financeiros, religiosos, educativos,
estão escapando cada vez mais de nosso controle."
"Um
dos maiores perigos do mundo atual é a superpopulação.
Esse perigo deixa os políticos indiferentes. No entanto,
ele ameaça a sobrevivência da humanidade."
"O
princípio budista de interdependência implica
considerar indispensável levar em conta tanto os direitos
humanos, quanto os direitos das crianças e os direitos
dos animais, se quisermos que as coisas mudem. A política
não pode deixar de levar em consideração
nenhum desses domínios."
Fonte:
Sabias Palavras do Dalai-Lama

Do
erro à ética
Mario
Sergio - Certamente a gente só encanta quando
se encanta. Se eu não estiver encantado com o meu objeto
de conhecimento, eu não posso encantar o outro. No
sentido não de fetiche, mas de sedução
gnoseológica. Há um jogo de sedução,
mas só é sedutor quem já está
seduzido. Ou seja, há tanto mais charme quanto mais
charme eu achar que há. Você citou o papel do
erro, que é algo muito importante. Evidentemente, o
erro tem um lugar especial na construção do
conhecimento. Não existe conhecimento sem a possibilidade
de erro. Porém, não se deve confundir erro com
negligência, desatenção ou descuido. É
inadmissível que, como professores, admita-se a negligência,
a desatenção ou o descuido naquilo que se ensina
e no modo como se ensina. O erro sim, claro, ocorre.
Yves
- Pensar o contrário seria prepotência.
Mario
Sergio - Aliás, o erro não é
algo para ser punido, mas para ser corrigido. O que deve ser
punido é a negligência, a desatenção,
o descuido. Há quem diga que a gente aprende com os
erros, o que é uma bobagem. Aprende-se com a correção
dos erros. Se a gente aprendesse com os erros, era só
ir errando bastante, era o melhor método pedagógico.
(Risos)
Yves
- Seria fácil!
Mario
Sergio - Costumo
dizer que erro é como cogumelo. Todo cogumelo é
comestível - lembrando-se sempre que alguns o serão
uma única vez. Assim também ocorre com o erro
- só cometeremos alguns deles uma vez. Então,
não se confunda erro com negligência, desatenção
ou descuido. E como você bem observou, um docente que
não dá valor ao modo como ensina nem ao conteúdo
ensinado talvez devesse realizar outro tipo de trabalho. Porque
certamente não dá para ter respeito por alguém
que (retomando a palavra que usei antes) despreza a inteireza
daquele tipo de conhecimento e banaliza tanto o modo de transmissão
quanto o seu conteúdo.
Yves
- E os alunos percebem isso.
Mario
Sergio - Sem
dúvida.
Yves
- Eles percebem que a pessoa não se respeita; que,
no fundo, ela mesma não tem nenhum prazer, não
sente nenhuma alegria especial com aquele conteúdo.
Considero isso um erro, mas também devemos nos perguntar
qual a vocação de ser professor. Não
sei se existem estudos sobre isso, mas que vocação
é essa? No meu caso, a vocação para ser
professor universitário estava relacionada sobretudo
ao conhecimento... Acredito que dar aulas é uma decorrência
natural de gostar daquele conhecimento.
Mario
Sergio - Claro,
a filosofia, ou seja, você tem uma ligação,
um afeto forte pelo saber.
Yves
- Isso!
Mario
Sergio - Que
interessante! Você levantou uma questão essencial
quando fala da finalidade, do "para que serve" o
que faço. Eu, como você, tenho orientandos de
mestrado e doutorado na universidade. E toda vez que começo
uma orientação, especialmente quando o aluno
está fazendo uma pesquisa, peço que ele apresente
para mim, antes de mais nada, um arrazoado que seja um estudo
inicial, uma reflexão sobre a importância de
sua disciplina, de seu estudo. Em outras palavras, me diga:
Que falta faria se não existisse educação
física no currículo? Ou se não existisse
matemática na grade curricular? O que mudaria na vida
dos alunos? Como isso demora um certo tempo para ser feito
- porque, lembrando Albert Camus, boas razões para
morrer são boas razões para viver também
-, nesse trabalho de construção de uma argumentação,
o aluno vai ao mesmo tempo percebendo como é sua relação
com o seu objeto de pesquisa.
Yves
- A pessoa se engaja.
Mario
Sergio - Na seqüência, peço que
ele escreva sobre outra questão: "Tá bom,
você justificou porque existe esse conteúdo.
Agora eu pergunto: "E que falta faria se você não
existisse na Educação? Que falta faz você
na escola?". Assim, começamos a trabalhar o ponto
de vista ético. Aí estou usando a palavra "falta"
em duas dimensões. "Que falta faz Mario Sergio?"
- ou seja, no que eu falho, quais são as minhas faltas,
e no sentido de por que eu precisaria ali estar. Por que falo
disso agora? Porque é importante saber qual a razão
da minha atividade, quer dizer, porque faço o que faço
e porque faço isso e não aquilo.
Yves
- Voltamos, assim, ao tema da ética.
Mario
Sergio - Exatamente... Por que faço isso,
qual a razão? Qual é o motivo, o que me move?
Fonte:
Livro – Nos labirintos da moral
Autor: Mario Sergio Cortella Yves de La Taille
Editora: Papirus
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