Origem :: Objetivos :: Filosofia :: Ética


Origem

voltar

Uma das maiores escolas de crescimento pessoal e formação terapêutica do planeta.

“A força natural de cura existe em cada um de nós, é a
maior força que dispomos para chegar à saúde.”
(Hipócrates, pai da medicina ocidental)

“Fossemos nós quem deveríamos ser e não haveria em
nós a necessidade da ilusão.”

(Fernando Pessoa)

“Não há caminho para a paz. A paz é o caminho!”
(Gandhi)

BEM - VINDO A BORDO


     O primeiro, e mais importante passo, você já deu: procurar a Escola Humaniversidade Holística. Agora o convidamos para um passo muito maior. Você poderá se tornar um dos melhores terapeutas do planeta, um diferencial em excelência pessoal num curso sério, profissionalizante, em terapia corporal, naturopatia, medicina oriental, acupuntura e terapias indianas – isso mesmo, um curso completo com um currículo admirável, no qual as aulas acontecem durante a semana ou período integral sendo duas vezes por semana. Você é o tipo de aluno que se encaixa perfeitamente na Escola Humaniversidade Holística, pois é alguém que quer fazer diferença em si e no mundo. Que bom que você existe e que benção ser quem você é. Como nós aqui já o conhecemos um pouco é preciso também que você saiba mais sobre a Humaniversidade, a equipe e o que é mais importante, os métodos. Afinal, estamos todos no mesmo barco: as terapias alternativas, a excelência pessoal, o servir, o ser feliz, o fazer a diferença no planeta e o jamais desistir dos seus sonhos.

“Os Homens... eles perdem a saúde para juntar dinheiro,
depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de
tal forma que acabam por não viver nem o presente, nem o futuro.
E vivem como se nunca fossem morrer...
E morrem como se nunca tivessem vivido...”

(Dalai Lama)


     
Um pouco de nossa história . . .

     Somos um dos pioneiros em utilizar o nome e o conceito Holístico. A Instituição Espaço Holístico, precursora da Humaniversidade Holística, foi fundada em 1988 por Otávio Leal (Dhyan Prem) e em 1995 firmou-se a parceria com Diana Valer (Prem Zeenat). Foi uma das primeiras instituições de cursos livres da cidade de São Paulo a introduzir a filosofia, a prática e a formação holística, inspirada em instituições internacionais que fazem a diferença positiva no planeta.
     Em 1998, a instituição passou a ser denominada Humaniversidade Holística, por se tratar de uma escola de estudos voltado para o despertar do potencial humano, fundamentado nas filosofias orientais e ocidentais que buscam a universalidade do pensamento holístico.

     “Na nova idade todos somos convocados para a inteireza. O ser mutilado, fragmentado na mente, no coração e no existir, será removido para o museu do ontem.
Apenas os inteiros estarão preparados para os novos desafios. Por essa razão, o termo – chave é o holístico, proveniente do grego holos, que significa inteiro, total. A palavra “holístico” pelo desgaste do mau uso e do abuso, poderá ser substituída. O seu significado, entretanto, permanecerá.”

Roberto Crema

     Em dezembro de 2003, passou a ser conhecida como Escola Humaniversidade Holística, pois a mesma a partir desta data foi Regulamentada como Escola Técnica, onde obteve a regulamentação da Secretaria de Educação no Curso Técnico de Naturopatia, que é um dos eixos centrais da instituição junto com o Terapeuta Corporal e o Yoga.

     A Humaniversidade ministra cursos e formações livres das áreas de acupuntura, massoterapia, yoga, naturopatia e tudo o que traga saúde, longevidade e paz ao ser há mais de uma década, e agora é a pioneira em ministrar formação terapêutica, tendo formado e qualificado milhares de alunos. Este contingente de alunos evidencia a grande demanda pela área.
     Nesses anos de cursos, temos constatado que um grande número de seus alunos formados / qualificados vem atuando profissionalmente na área. É uma profissão livre, original e ética e isso é abençoado.
     Somos reconhecidos por ser uma Escola onde as pessoas estão comprometidas com a “Essência” com a percepção da consciência, autoconhecimento, coragem de assumir responsabilidades, aceitação e celebração de quem somos e do que está a nossa volta, de ir além das limitações e compreender que tudo que acontece fora é reflexo do que está dentro, o macrocosmo é igual o microcosmo.

“Preparamos um terreno fértil para líderes holísticos, profissionais originais, inventivos e conscientes.“
Otávio Leal

     “A escola controlada pelo estado ensina de forma fragmentada matemática, física, química, direito, computação, turismo, etc., tudo isso é importante, mas o que é mais importante que a realização do Ser Humano? O que é mais importante que a ética, justiça planetária, paz e harmonia? Como é possível vivermos sem o contato com o sagrado, com a eternidade”
Otávio Leal


     Tradição no Ensino de Terapias

     Mais de uma década de formação em terapias alternativas, naturopatia e massoterapia. A utopia torna-se realidade. Milhares de alunos nesse tempo todo. Uma experiência que se revela no número de profissionais colocados no mercado nas mais diversas áreas. Hoje, para onde quer que você vá, encontrará um profissional formado por nós. Sejam atuando em clínicas, academias, escolas, hotéis superiores, programas de qualidade de vida, clubes e principalmente em consultórios prósperos e belíssimos.
     Isso tudo porque, aqui na Humaniversidade, o importante é a sensibilidade, competência, persistência e criatividade do terapeuta que existe em cada um de nós. Valorizamos a sabedoria e a competência.

     "Sabe, Yves, acho que é preciso retirar do espaço escolar o desprezo. Por exemplo, o desprezo pela escola pública, por parte inclusive de alguns de seus próprios professores, que vivem uma espécie de esquizofrenia ética, pois sendo docentes tanto da rede pública quanto da rede privada, comportam-se de um modo na primeira e de outro na segunda. Na rede privada de ensino, ele vai às reuniões, não deixa de fazer o planejamento. Já na rede pública ele se ausenta, utiliza todas as licenças, como se elas fossem obrigatórias, ele despreza o trabalho. Há quem use a escola pública até como ameaça para os filhos: "Se você não estudar, vou colocá-lo numa escola pública. Você vai ver o que é bom!". Esse é um desprezo profundamente negativo, porque acaba contaminando a visão que se tem dos alunos: "Essa meninada não sabe nada"; "Eles não merecem a aula que preparei". Como se ali não houvesse necessidade de desenvolver um trabalho coletivo, um trabalho pedagógico da escola.”

Mario Sérgio Cortella

     Quem é Quem na Humaniversidade Holística
     Uma equipe afinada de profissionais voltados para o desenvolvimento integrado de nosso maior bem: VOCÊ ALUNO(A).
     Em cada área, um professor especializado, atuante no mercado e que estará à sua disposição para lhe transmitir o que há de melhor. E quando tiver necessidade de esclarecimento, procure a coordenação.
     Fundador: Otávio Leal (Dhyan Prem)
     Diretor e Coordenador Pedagógico: Ivone de Jesus Branco
     Diretora Administrativa: Diana Prem Zeenat
     Secretários: Fernando M. Garcia, Elemi Borges e Daniela Valer
     Professores e Colaboradores: Diana Prem Zeenat, Fernando M. Garcia, Otávio Leal, Rosely Cisotto, Gerson D´Addio, Gilson Giombelli, Iara Rita, Cláudia Defendi, Milton Kawata, Raquel Ribeiro, Evaldo Mazer, Lúcia Michaellis, Flávia Macedo, Zuleide Augusto Carlos, Francisco Ferraz, Marcos Marchi, Thelma Zaidan Pieratti Bueno e convidados.
     Funcionários Colaboradores: Equipe sempre em desenvolvimento, altamente competente, e professores que trabalham com vocação muito amor e absoluta dedicação aos aprendizes.

Otávio Leal e Diana Prem Zeenat em uma celebração


H umano, Honestidade
U ltrapassar os limites
M editação, Motivação
A legria, Assertividade
N atureza, Naturopatia
I nspiração, Inteligência
V erdade, Vivacidade
E xcelência, Experiência
R espeito, Raciocínio
S erenidade, Saúde
I luminação, Interiorização
D ireção, Desfrutar
A mor, Amizade
D ádiva, Discípulo
E ticos, Especiais

H
umildade, Honra
O bjetividade, Otimismo, Osho
L iberdade, Luz
I ntuição, Intimidade
S abedoria, Simplicidade
T erapias, Transformação
I ntensidade, Impactante
C elebração, Consciência, Cooperação
A mizade, Alma







Que você encontre aquilo que vier buscar.
Que o meditador encontre a paz.
Que o estudioso encontre a felicidade.
Que o yoguin encontre o êxtase.
Que o aprendiz se realize em suas práticas.
Que o sábio encontre mais sabedoria.
Que o buscador de mistérios possa desvendá-los.
Que o enfermo reencontre sua saúde.
Que o ansioso encontre a paz.
Que o religioso religue-se à Divindade.
Que o cientista descubra novos conceitos.
Que o filósofo encontre a mais transcendental das filosofias.
Que o esotérico desvende todos os segredos.
Que o homem sensível descubra a magia do amor e do sexo.

Bem Vindos a Humaniversidade Holística.

   

Objetivos

voltar

“Para ser grande, sê integro; nada teu exagera ou exclui. Sê todas as coisas.
Põe quanto és no mínimo que fazes assim em cada lago a lua toda brilha. Porque alta vive”

Fernando Pessoa

“Mantenha em seu interior uma câmara secreta de silêncio, e não deixe que entrem nela estados de humor, preocupação, lutas nem desarmonias”
Yogananda

     Os objetivos da Escola Humaniversidade são contribuir para que o aprendiz:
     • Trabalhe pela paz pessoal e planetária.
     • Seja verdadeiro, amoroso, gentil, competente no que faz e extraordinário em sua vida.
     • Compreenda sua individualidade, reconheça seu potencial e limitações, valorizando-se e construindo sua vida com identidade e dignidade;
     • Integre-se no planeta, promovendo a transformação e cura do mesmo;
     • Se conscientize de que pertence a uma Humanidade, de que integra a espécie humana, extremamente heterogênea, cheia de contradições e conflitos, mas unida na busca da felicidade e paz;
     • Desenvolva a sensibilidade humana, o espírito de iniciativa, da criatividade, solidariedade, responsabilidade planetária, do compromisso e do sentido do dever e da consciência social.

     O aprendiz ao estudar na Humaniversidade desenvolverá as seguintes habilidades em seu processo evolutivo:
     Maturidade;
     Individuação (saber “quem é você”)
     Consciência Pessoal;
     Clareza de expressão;
     Flexibilidade;
     Motivação e Perseverança;
     Habilidade de estar aberto para receber Feedback, para transmitir e receber corretamente informações, para estar centrado e envolvido durante um processo terapêutico de ser receptivo à ajuda dos outros, e de trabalhar em equipe;
     Habilidades organizacionais. Visões éticas e holísticas.

     A Humaniversidade aponta:
     “Seja a mudança que você quer para o mundo” - Gandhi

     I - Garantir o padrão de ensino, respeitando a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar, divulgar o pensamento, a arte e o saber, coerente com a Proposta Pedagógica da Escola. Promover a transição entre a Escola e o mundo do trabalho, capacitando aprendizes com conhecimentos e habilidades competentes e profundas, para o exercício de atividades produtivas e prósperas com muita segurança;
     II - Estimular os educandos à reflexão sobre o mundo profissional, a natureza das ocupações, as oportunidades nos mais diferentes setores da Economia (ética), instrumentalizando-os e qualificando-os para o exercício de uma profissão;

     Nosso Campo de Ação:
     • Formar terapeutas de alta competência.
     • Educação
     • Saúde, equilíbrio e longevidade
     • Paz, ecologia e justiça planetária
     • Cultura holística
     • Vida Social em harmonia
     • Preservação da vida

     Aqui o Aprendiz aprende e pratica:

     • Educação Holística Humana:
      Nossos alunos terão a consciência do que é ser um terapeuta, educador e líder (pessoal e planetário).
Terapeuta educador é aquele que não somente domina as teorias, mas as vivenciam como um Agente de Transformação, ajudando a criar um mundo harmônico. Trazendo paz para sua vida e para o planeta. É um samurai (servidor da paz).

     • Qualidade de Vida:
Nossos alunos formados se tornam agentes de transformação, possibilitando atuar em instituições, creches, asilos, atendimentos a mulheres que passaram por situações violentas, programas de orfanatos, apoio a pacientes terminais dentro da visão holística, primeiros socorros em terapias alternativas, visitar necessitados e utilizar o aprendizado para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

     • Vida Social:
     ONGs éticas, justas e ecológicas, Creches, orientações de práticas interativas e esportivas sem proposta de competição e sim de paz, cooperação, fraternidade e alegria, trabalho para a valorização da Arte, teatro, música. Divulgar as artes orientais, inclusive as marciais, como um caminho; o Budô como fonte de equilíbrio e não de competição, etc. Nossos agentes de formação se tornarão agentes de transformação, possibilitando alertar a todos dentro dos conceitos holísticos (inteireza e plenitude), a obterem auto-conhecimento, auto-suficiência, autenticidade, relacionamento interpessoal, Iluminação, saber relacionar-se em equipe, capacidade de auto-atualização.

     • Meio Ambiente:
     Palestras de esclarecimento quanto a metodologias naturais, paz planetária, economia ética e justa, combate a fome e miséria sem acabar com o planeta, debates alertando sobre a destruição da vida no planeta; alertar para a falta de informações sobre justiça real e equilíbrio planetário que aumentam a violência, miséria humana, desigualdade, injustiça, etc.



     A Humaniversidade tem como Base
     Tradições: Todas que apontem na direção da Paz, ecumenismo, tolerância, dialógo, solidariedade, ética, ecologia pessoal e ambiental, despertar da consciência, solidariedade, compaixão, conexão com o sagrado.

     Práticas de Consciência e meditação: Os Yogas, Mantram, Chi-Kun, Tai-Chi-Chuan, Artes Marciais, Budô, Sadhanas de yoga, Xamanismo, Taoísmo, meditações ocidentais e orientais, cristianismo místico, kabalah, budismo, xintoísmo.
Técnicas de Celebração: Danças Sagradas, Dinâmicas de Laban, Meditações dos principais mestres e escolas, Técnicas de Teatro, Artes Plásticas, dançaterapia, festas terapêuticas, festivais, ludoterapia.

     Saúde e longevidade: Acupuntura, shiatsu, tui-ná, terapias chinesas, Reiki, kiro-ki-dô, fitoterapia, alimentação consciente, reflexologia, primeiros socorros, diagnósticos energéticos, compressas, moxabustão, cromoterapia, respiração, ayurvédica (terapia geral), musicoterapia, aromaterapia, terapia tantrica.

     Apoio Geral: Psicologia holística, psicologia dos Budas, anatomia, fisiologia, parapsicologia, neurolinguística, auto liderança, AnimaSoma, Jung, Reich.
Textos Sapienciais: Tao-te-king, novo e velho testamento, cabala, tantras, livro tibetano dos mortos, Ramayama, Vedas, Gitã, Sutras do Zen, Carpa, Pierre Weil, Leonardo Boff, R.Crema, C.Rogers, CG.Jung, Aurobindo, Sivananda, Osho, J.Krishnamurti, J.Campbell, entre outros.

     O que é Naturopatia /Terapia Corporal e Holística
     O termo Naturopatia surgiu da junção das palavras Naturo (Natural) e Patia (entende-se “tratamento de desarmonias”). A Naturopatia se refere às práticas naturais de tratamento e harmonização corporal. Ela surgiu da necessidade dos terapeutas de ampliar os seus conhecimentos e técnicas em recursos naturais de tratamento.
     Há uma crescente evolução da prática de terapias alternativas como a acupuntura, a massoterapia, a fitoterapia e a terapia floral, evidenciando a busca de formas mais naturais para os cuidados primários com a saúde.
     O Curso Técnico forma terapeutas educadores que utilizam meios naturais em terapias e ensinam caminhos para a harmonização mente/corpo/natureza.
As bases principais deste curso são as técnicas orientais de tratamento, fundamentadas nas filosofias chinesa e indiana, associadas às técnicas ocidentais. Todas as técnicas são tratadas de forma teórico-prática.
     As técnicas utilizadas pelos Naturopatas e Massoterapeutas são várias e se destinam:
     • Àqueles que necessitam do toque direto no corpo, através da manipulação de pontos (conforme a metodologia oriental) como forma de manter seu estado geral em harmonia e preservar a saúde;
     • Àqueles que necessitam reorganizar suas funções vitais prevenindo doenças e combatendo dores ou disfunções orgânicas, através das práticas naturais. As técnicas maximizam a circulação da energia vital pelo corpo, combatendo diversos sintomas como dores, tensões e estresse.



Declaração e Programa de Ação
sobre uma Cultura de Paz

Nações Unidas
Assembléia Geral

Distr.
GERAL

A/RES/53/243
6 de outubro de 1999

     Qüinquagésimo terceiro período de sessões
     Tema 31 do programa

     Resoluções Aprovadas pela Assembléia Geral
     [sem remissão prévia a uma Comissão Principal (A/53/L.79)]

     53/243. Declaração e Programa de Ação sobre uma Cultura de Paz

A
Declaração sobre uma Cultura de Paz

     A Assembléia Geral,
     Considerando a Carta das Nações Unidas, incluindo os objetivos e princípios nela enunciados,
     Considerando também que na Constituição da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura se declara que “posto que as guerras nascem na mente dos homens, é na mente dos homens onde devem erigir-se os baluartes da paz”,
     Considerando ainda a Declaração Universal dos Direitos Humanos e outros instrumentos internacionais pertinentes ao sistema das Nações Unidas,
     Reconhecendo que a paz não é apenas a ausência de conflitos, mas que também requer um processo positivo, dinâmico e participativo em que se promova o diálogo e se solucionem os conflitos dentro de um espírito de entendimento e cooperação mútuos,
     Reconhecendo também que com o final da guerra fria se ampliaram as possibilidades de implementar uma Cultura de Paz,
     Expressando profunda preocupação pela persistência e proliferação da violência e dos conflitos em diversas partes do mundo,
     Reconhecendo a necessidade de eliminar todas as formas de discriminação e intolerância, inclusive aquelas baseadas em raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, na origem nacional, etnia ou condição social, na propriedade, nas discapacidades, no nascimento ou outra condição,
     Considerando sua resolução 52/15, de 20 de novembro de 1997, em que proclamou o ano 2000 “Ano Internacional da Cultura de Paz”, e sua resolução 53/25, de 10 de novembro de 1998, em que proclamou o período 2001-2010 “Década Internacional para uma Cultura de Paz e não-violência para as crianças do mundo”,
     Reconhecendo a importante função que segue desempenhando a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura na promoção de uma Cultura de Paz,
     Proclama solenemente a presente Declaração sobre uma Cultura de Paz, com o objetivo de que os Governos, as organizações internacionais e a sociedade civil possam orientar suas atividades por suas sugestões, a fim de promover e fortalecer uma Cultura de Paz no novo milênio:

     Artigo 1°
     Uma Cultura de Paz é um conjunto de valores, atitudes, tradições, comportamentos e estilos de vida baseados:

     a) No respeito à vida, no fim da violência e na promoção e prática da não-violência por meio da educação, do diálogo e da cooperação;
     b) No pleno respeito aos princípios de soberania, integridade territorial e independência política dos Estados e de não ingerência nos assuntos;
     c) que são, essencialmente, de jurisdição interna dos Estados, em conformidade com a Carta das Nações Unidas e o direito internacional;
     d) No pleno respeito e na promoção de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais;
     e) No compromisso com a solução pacífica dos conflitos;
     f) Nos esforços para satisfazer as necessidades de desenvolvimento e proteção do meio ambiente para as gerações presente e futuras;
     g) No respeito e promoção do direito ao desenvolvimento;
     h) No respeito e fomento à igualdade de direitos e oportunidades de mulheres e homens;
     i) No respeito e fomento ao direito de todas as pessoas à liberdade de expressão, opinião e informação;
     j) Na adesão aos princípios de liberdade, justiça, democracia, tolerância, solidariedade, cooperação, pluralismo, diversidade cultural, diálogo e entendimento em todos os níveis da sociedade e entre as nações; e animados por uma atmosfera nacional e internacional que favoreça a paz.

     Artigo 2º
     O progresso até o pleno desenvolvimento de uma Cultura de Paz se conquista através de valores, atitudes, comportamentos e estilos de vida voltados ao fomento da paz entre as pessoas, os grupos e as nações.

     Artigo 3°
     O desenvolvimento pleno de uma Cultura de Paz está integralmente vinculado:

     a) À promoção da resolução pacífica dos conflitos, do respeito e entendimento mútuos e da cooperação internacional;
     b) Ao cumprimento das obrigações internacionais assumidas na Carta das Nações Unidas e ao direito internacional;
     c) À promoção da democracia, do desenvolvimento dos direitos humanos e das liberdades fundamentais e ao seu respectivo respeito e cumprimento;
     d) À possibilidade de que todas as pessoas, em todos os níveis, desenvolvam aptidões para o diálogo, negociação, formação de consenso e solução pacífica de controvérsias;
     e) Ao fortalecimento das instituições democráticas e à garantia de participação plena no processo de desenvolvimento;
     f) À erradicação da pobreza e do analfabetismo, e à redução das desigualdades entre as nações e dentro delas;
     g) À promoção do desenvolvimento econômico e social sustentável;
     h) À eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher, promovendo sua autonomia e uma representação eqüitativa em todos os níveis nas tomadas de decisões;
     i) Ao respeito, promoção e proteção dos direitos da criança;
     j) À garantia de livre circulação de informação em todos os níveis e promoção do acesso a ela;
     k) Ao aumento da transparência na prestação de contas na gestão dos assuntos públicos;
     l) À eliminação de todas as formas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância correlatas;
     m) À promoção da compreensão, da tolerância e da solidariedade entre todas as civilizações, povos e culturas, inclusive em relação às minorias étnicas, religiosas e lingüísticas;
     n) Ao pleno respeito ao direito de livre determinação de todos os povos, incluídos os que vivem sob dominação colonial ou outras formas de dominação ou ocupação estrangeira, como está consagrado na Carta das Nações Unidas e expresso nos Pactos internacionais de direitos humanos, bem como na Declaração sobre a concessão da independência aos países e povos colonizados contida na resolução 1514 (XV) da Assembléia Geral, de 14 de dezembro de 1960.

     Artigo 4°
     A educação, em todos os níveis, é um dos meios fundamentais para construir uma Cultura de Paz. Neste contexto, a educação sobre os direitos humanos é de particular relevância.

     Artigo 5°
     Os governos têm função primordial na promoção e no fortalecimento de uma Cultura de Paz.

     Artigo 6°
     A sociedade civil deve comprometer-se plenamente no desenvolvimento total de uma Cultura de Paz.

     Artigo 7°
     O papel informativo e educativo dos meios de comunicação contribui para a promoção de uma Cultura de Paz.

     Artigo 8°
     Desempenham papel-chave na promoção de uma Cultura de Paz os pais, os professores, os políticos, os jornalistas, os órgãos e grupos religiosos, os intelectuais, os que realizam atividades científicas, filosóficas, criativas e artísticas, os trabalhadores em saúde e de atividades humanitárias, os trabalhadores sociais, os que exercem funções diretivas nos diversos níveis, bem como as organizações não-governamentais.

     Artigo 9°
     As Nações Unidas deveriam seguir desempenhando uma função crítica na promoção e fortalecimento de uma Cultura de Paz em todo o mundo.
107ª sessão plenária
13 de setembro de 1999

B
Programa de Ação sobre uma Cultura de Paz

     A Assembléia Geral,
     Tendo em conta a Declaração sobre uma Cultura de Paz aprovada em 13 de setembro de 1999,
Considerando sua resolução 52/15, de 20 de novembro de 1997, na qual proclamou o ano 2000 “Ano Internacional da Cultura de Paz”, e sua resolução 53/25, de 10 de novembro de 1998, na qual proclamou o período 2001-2010 “Década Internacional para uma Cultura de Paz e não-violência para as crianças do mundo”,

     Aprova o seguinte Programa de Ação sobre uma Cultura de Paz:

     A. Objetivos, estratégias e agentes principais

     1. O Programa de Ação constituiria a base do Ano Internacional da Cultura de Paz e da Década Internacional para a Cultura de Paz e não-violência para as crianças do mundo.
     2. Estimular aos Estados Membros para que adotem medidas para promover uma Cultura de Paz no plano nacional, bem como nos planos regional e internacional.
     3. A sociedade civil deveria participar nos planos local, regional e nacional, com o objetivo de ampliar o alcance das atividades concernentes a uma Cultura de Paz.
     4. O sistema das Nações Unidas deveria fortalecer as atividades que realiza em prol de uma Cultura de Paz.
     5. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura deveria manter sua função essencial na promoção de uma Cultura de Paz e contribuir para sua construção de forma significativa.
     6. Dever-se-iam fomentar e consolidar as associações entre os diversos agentes destacados na Declaração para um movimento mundial para uma Cultura de Paz.
     7. Uma Cultura de Paz se promove mediante o intercâmbio de informação entre os agentes sobre as ini¬ciativas com este objetivo.
     8. A execução eficaz do Programa de Ação exige a mobilização de recursos, inclusive financeiros, por parte dos governos, das organizações e indivíduos interessados.

     B. Consolidação de medidas que adotem todos os agentes pertinentes nos planos nacional, regional e internacional

     9. Medidas para promover uma Cultura de Paz por meio da educação:
     a) Revitalizar as atividades nacionais e a cooperação internacional destinadas a promover os objetivos da educação para todos, com vistas a alcançar o desenvolvimento humano, social e econômico, e promover uma Cultura de Paz;
     b) Zelar para que as crianças, desde a primeira infância, recebam formação sobre valores, atitudes, comportamentos e estilos de vida que lhes permitam resolver conflitos por meios pacíficos e com espírito de respeito pela dignidade humana e de tolerância e não-discriminação;
     c) Preparar as crianças para participar de atividades que lhes indiquem os valores e os objetivos de uma Cultura de Paz;
     d) Zelar para que haja igualdade de acesso às mulheres, especialmente as meninas, à educação;
     e) Promover a revisão dos planos de estudo, inclusive dos livros didáticos, levando em conta a Declaração e o Plano de Ação Integrado sobre a Educação para a Paz, os Direitos Humanos e a Democracia de 1995, para o qual a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura prestaria cooperação técnica, se solicitada;
     f) Promover e reforçar as atividades dos agentes destacados na Declaração, em particular a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, destinadas a desenvolver valores e aptidões que beneficiem uma Cultura de Paz, inclusive a educação e a capacitação na promoção do diálogo e do consenso;
     g) Estimular as atividades em curso das entidades ligadas ao sistema das Nações Unidas a capacitar e educar, quando for o caso, nas esferas da prevenção dos conflitos e gestão de crises, resolução pacífica das controvérsias e na consolidação da paz após os conflitos;
     h) Ampliar as iniciativas em prol de uma Cultura de Paz empreendidas por instituições de ensino superior de diversas partes do mundo, inclusive a Universidade das Nações Unidas, a Universidade para a Paz e o projeto relativo ao Programa de universidades gêmeas e de Cátedras da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

     10. Medidas para promover o desenvolvimento econômico e social sustentável:
     a) Tomar medidas amplas baseadas em estratégias adequadas e objetivos acordados, a fim de erradicar a pobreza, mediante atividades nacionais e internacionais, incluindo a cooperação internacional;
     b) Fortalecer a capacidade nacional para aplicar políticas e programas destinados a reduzir as desigualdades econômicas e sociais dentro das nações, por meio, entre outras coisas, da cooperação internacional;
     c) Promover soluções efetivas, eqüitativas, duradouras e orientadas ao desenvolvimento para os problemas da dívida externa e serviço da dívida dos países em desenvolvimento, por meio, entre outras coisas, da diminuição da carga da dívida;
     d) Fortalecer as medidas adotadas, em todos os níveis, para aplicar estratégias nacionais em prol da segurança alimentar sustentável, inclusive com a elaboração de medidas para mobilizar e aproveitar ao máximo a destinação e utilização de recursos obtidos de todas as fontes, incluindo-se os obtidos com a cooperação internacional, como os recursos procedentes da diminuição da carga da dívida;
     e) Adotar mais medidas que zelem para que o processo de desenvolvimento seja participativo, e para que os projetos de desenvolvimento contem com a plena participação de todos;
     f) Incluir uma perspectiva de gênero e o fomento da autonomia de mulheres e meninas como parte integrante do processo de desenvolvimento;
     g) Incluir nas estratégias de desenvolvimento medidas especiais em que sejam atendidas as necessidades de mulheres e crianças, bem como de grupos com necessidades especiais;
     h) Através da assistência ao desenvolvimento após os conflitos, fortalecer os processos de reabilitação, reintegração e reconciliação de todos os envolvidos no conflito;
     i) Incluir medidas de criação de capacidade nas estratégias de desenvolvimento dedicadas à sustentabilidade do meio ambiente, incluídas a conservação e regeneração da base de recursos naturais;
     j) Eliminar obstáculos que impeçam a realização do direito à livre determinação dos povos, em particular dos povos subjugados pela dominação colonial ou outras formas de dominação ou ocupação estrangeira, que afetam negativamente seu desenvolvimento social e econômico.

     11. Medidas para promover o respeito a todos os direitos humanos:
     a) Aplicar integralmente a Declaração e Programa de Ação de Viena;
     b) Estimular a formulação de planos de ação nacionais para promover e proteger todos os direitos humanos;
     c) Fortalecer as instituições e capacidades nacionais na esfera dos direitos humanos, inclusive por meio das instituições nacionais de direitos humanos;
     d) Realizar e aplicar o direito ao desenvolvimento estabelecido na Declaração sobre o direito ao desenvolvimentos e a Declaração e Programa de Ação de Viena;
     e) Alcançar os objetivos da Década das Nações Unidas para a educação na esfera dos direitos humanos, 1995-2004;
     f) Difundir e promover a Declaração Universal dos Direitos Humanos em todos os níveis;
     g) Dar apoio mais significativo às atividades que o Alto Comissionado das Nações Unidas para os Direitos Humanos realiza no desempenho de seu mandato, estabelecido na resolução 48/141 da Assembléia Geral, de 20 de dezembro de 1993, bem como as responsabilidades estabelecidas em resoluções e decisões subseqüentes.

     12. Medidas para garantir a igualdade entre mulheres e homens:
     a) Integrar a perspectiva de gênero na aplicação de todos os instrumentos internacionais pertinentes;
     b) Intensificar a aplicação dos instrumentos internacionais em que se promove a igualdade entre mulheres e homens;
     c) Aplicar a Plataforma de Ação de Beijing, aprovada na Quarta Conferência Mundial sobre a Mulher, com os recursos e a vontade política que sejam necessários e através, entre outras coi¬sas, da elaboração, aplicação e consecução dos planos de ação nacionais;
     d) Promover a igualdade entre mulheres e homens na adoção de decisões econômicas, sociais e políticas;
     e) Prosseguir no fortalecimento das atividades das entidades vinculadas ao sistema das Nações Unidas destinadas a eliminar todas as formas de discriminação e violência contra a mulher;
     f) Prestar apoio e assistência às mulheres que tenham sido vítimas de qualquer forma de violência, inclusive doméstica, no local de trabalho e durante conflitos armados.

     13. Medidas para promover a participação democrática:
     a) Consolidar todas as atividades destinadas a promover princípios e práticas democráticos;
     b) Ter especial empenho nos princípios e práticas democráticos em todos os níveis de ensino escolar, extracurricular e não-escolar;
     c) Estabelecer e fortalecer instituições e processos nacionais em que se promova e se apoie a democracia por meio, entre outras coisas, da formação de funcionários públicos e a criação de capacitação nesse setor;
     d) Fortalecer a participação democrática por meio, entre outras coisas, da prestação de assistência a processos eleitorais, a pedido dos Estados interessados e em conformidade com as diretrizes pertinentes às Nações Unidas;
     e) Lutar contra o terrorismo, o crime organizado, a corrupção, bem como contra a produção, tráfico e consumo de drogas ilícitas e lavagem de dinheiro, por conta de sua capacidade de minar/ solapar a democracia e impedir o pleno desenvolvimento de uma Cultura de Paz.

     14. Medidas destinadas a promover a compreensão, a tolerância e a solidariedade:
     a) Aplicar a Declaração de Princípios sobre a Tolerância e o Plano de Ação de Consecução do Ano das Nações Unidas para a Tolerância (1995);
     b) Apoiar as atividades que se realizem no contexto do Ano das Nações Unidas para o Diálogo entre Civilizações, que se celebrará em 2001;
     c) Aprofundar os estudos das práticas e tradições locais ou autóctones de solução de controvérsias e promoção da tolerância, com o objetivo de aprender a partir delas;
     d) Apoiar as medidas em que se promovam a compreensão, a tolerância e a solidariedade em toda a sociedade, em particular com os grupos vulneráveis;
     e) Continuar apoiando a obtenção dos objetivos da Década Internacional das Populações Indíge¬nas do Mundo;
     f) Apoiar as medidas em que se promovam a tolerância e a solidariedade com os refugiados e as populações deslocadas, levando em conta o objetivo de facilitar seu regresso voluntário e sua integração social;
     g) Apoiar as medidas em que se promovam a tolerância e a solidariedade com os migrantes;
     h) Promover uma maior compreensão, tolerância e cooperação entre todos os povos, por meio, entre outras coisas, da utilização adequada de novas tecnologias e difusão de informação;
     i) Apoiar as medidas em que se promovam a compreensão, a tolerância, a solidariedade e a cooperação entre os povos, entre as nações e dentro delas.

     15. Medidas destinadas a apoiar a comunicação participativa e a livre circulação de informação e conhecimento:
     a) Apoiar a importante função que os meios de comunicação desempenham na promoção de uma Cultura de Paz;
     b) Zelar pela liberdade de imprensa, liberdade de informação e de comunicação;
     c) Fazer uso eficaz dos meios de comunicação na promoção e difusão da informação sobre uma Cultura de Paz, contando com a participação, conforme o caso, das Nações Unidas e dos mecanismos regionais, nacionais e locais pertinentes;
     d) Promover a comunicação social a fim de que as comunidades possam expressar suas necessidades e participar na tomada de decisões;
     e) Adotar medidas acerca do problema da violência nos meios de informação, inclusive as novas tecnologias de comunicação, entre outras, a Internet;
     f) Incrementar as medidas destinadas a promover o intercâmbio de informação sobre as novas tecnologias da informação, inclusive a Internet.

     16. Medidas para promover a paz e a segurança internacionais:
     a) Promover o desarmamento geral e completo sob estrito e efetivo controle internacional, levando em conta as prioridades estabelecidas pelas Nações Unidas na esfera do desarmamento;
     b) Inspirar-se, quando procedentes, nas experiências favoráveis a uma Cultura de Paz obtidas de atividades de “conversão militar”; realizadas em alguns países do mundo;
     c) Destacar como inadmissível a anexação de territórios mediante a guerra, e a necessidade de trabalhar em prol de uma paz justa e duradoura em todas as partes do mundo;
     d) Estimular a adoção de medidas de fomento da confiança e atividades para a negociação de resoluções pacíficas de conflitos;
     e) Tomar medidas para eliminar a produção e o tráfico ilícito de armas pequenas e leves;
     f) Apoiar atividades, nos níveis nacional, regional e internacional, destinadas à solução de problemas concretos que surjam após os conflitos, como a desmobilização e a reintegração de ex-combatentes à sociedade, bem como de refugiados e populações deslocadas, a execução de programas de recolhimento de armas, o intercâmbio de informação e o fomento da confiança;
     g) Desestimular e abster-se de adotar qualquer medida unilateral que não esteja em consonância com o direito internacional e a Carta das Nações Unidas, e dificulte a obtenção plena de desenvolvimento econômico e social da população dos países afetados, em particular mulheres e crianças, que impeçam seu bem-estar, crie obstáculos para o gozo pleno de seus direitos humanos, incluído o direito de todos a um nível de vida adequado para sua saúde e bem-estar e o direito a alimentos, a assistência médica e serviços sociais necessários, ao mesmo tempo em que se reafirma que os alimentos e medicamentos não devem ser utilizados como instrumento de pressão política;
     h) Abster-se de adotar medidas de coação militar, política, econômica ou de qualquer outra natureza, que não estejam em consonância com o direito internacional e a Carta, e cujo objetivo seja atentar contra a independência política ou a integridade territorial dos Estados;
     i) Recomendar que se dê atenção adequada à questão das repercussões humanitárias das sanções, em particular para as mulheres e crianças, com vistas a reduzir ao mínimo as conseqüências humanitárias das sanções;
     j) Promover uma maior participação da mulher na prevenção e solução de conflitos e, em particular, nas atividades em que se promova uma Cultura de Paz após os conflitos;
     k) Promover iniciativas de solução de conflitos, como o estabelecimento de dias de cessar-fogo para a realização de campanhas de vacinação e distribuição de medicamentos, corredores de paz que permitam a entrega de provisões humanitárias e santuários de paz para respeitar o papel fundamental das instituições sanitárias e médicas, como hospitais e clínicas;
     l) Estimular a capacitação em técnicas de entendimento, prevenção e solução de conflitos, ministradas ao pessoal interessado das Nações Unidas, das organizações regionais vinculadas e dos Estados Membros, mediante solicitação, em con¬formidade.

107ª sessão plenária
13 de setembro de 1999

Fonte: A arte de viver em paz
Autor: Pierre Weil
Editora: Gente


 

Filosofia

voltar

     Quem Somos

     Nossa Filosofia:
     • Ensinar, qualificar, preparar e formar terapeutas holísticos altamente qualificados.
     Educação voltada para a transformação planetária.

     Nossa Missão:
     Formar terapeutas altamente qualificados e conscientes, com uma visão holística do ser humano, que possam atuar como agentes de transformação e contribuir de forma significativa para a melhoria contínua da qualidade de vida e felicidade.

     Buscamos Sempre:
     Trabalhar para proporcionar uma diferença positiva na vida dos nossos clientes, através da excelência no atendimento e da superação de suas expectativas. Somos reconhecidos por este diferencial;
     A inovação e melhoria contínua em nossos produtos, serviços e relacionamentos;
     Ter objetivos elevados de forma compartilhada, com muito entusiasmo, cooperação e determinação;
     Enfatizar o “Fazer, Aprender, Ter e Ser”, conduzindo as pessoas a se conscientizarem e se comprometerem com ações de mudança, visando o desenvolvimento pessoal, profissional, social e espiritual;
     Ser reconhecido como um centro diferenciado para ensino, prática e divulgação dos conceitos e técnicas, ligados as tradições e filosofias do Oriente e Ocidente;
     Valorizar o profissionalismo, a cooperação, o espírito de equipe e a iniciativa de nossos colaboradores, promovendo ambiente de trabalho estimulante;
     Minimizar custos, despesas e evitamos os desperdícios de recursos físicos, econômicos e materiais, sem comprometer a qualidade dos nossos produtos e serviços;
     Investir no crescimento e na expansão da nossa organização, como geradora de oportunidade de trabalho para nossos colaboradores e para sociedade;
     Apoiar de várias maneiras as iniciativas comunitárias, sociais e ecológicas que visam a melhoria das condições de vida em nosso planeta Terra;
     Ter muita satisfação e estamos compromissados com a nossa Missão, Valores e Visão de futuro; aqui valorizamos cada cliente/ amigo.

     Nosso Compromisso:
     É o aprimoramento contínuo da qualidade, e desta forma procuramos garantir através de metodologia própria um padrão de excelência de nossos serviços, produtos e atendimento.

     Nossos Objetivos:
     
• Ser líder no mercado de formação e educação terapêutica.
     • Formar uma equipe de profissionais comprometidos em desenvolver produtos e serviços que façam uma diferença positiva na vida pessoal e profissional de nossos colaboradores e clientes e no planeta.
     • Sermos éticos e cooperativos com os nossos colaboradores, fornecedores, clientes e comunidade, através de relacionamentos baseados na confiança e no respeito.
     • Termos um ambiente de trabalho estimulante e inovador promovendo qualidade de vida que enfatizam o “Fazer, Aprender, Ter e Ser”.
     • Sermos uma Instituição íntegra, que assume responsabilidades sociais, participando e apoiando projetos e iniciativas comunitárias, sociais e ecológicas.
     • Ter excelência no atendimento aos clientes e na qualidade em todos os processos para conquistar a fidelidade e o respeito de nossos clientes.
     • Comprar a sede própria em São Paulo.
     • Montar uma clinica de atendimentos terapêuticos.
     • Criar um Asharam de Meditação e formação terapêutica nas proximidades de São Paulo.

     Nossa Visão de Futuro:
     Sermos o mais reconhecido e maior centro de formação terapêutico, nas áreas de Yoga, Massoterapia e Naturopatia da cidade de São Paulo.
     Sermos lideres no mercado de formação terapêutica Holísticas da cidade de São Paulo.
     Sermos reconhecidos nacional e internacionalmente como um centro de excelência.
     Teremos a sede própria em São Paulo.
     Termos uma clinica de atendimentos terapêuticos.
     Termos um Asharam de Meditação e formação terapêutica nas proximidades de São Paulo.

     Nossos Valores em Destaque - 2003 a 2009

     Transformação:
     Mudança, Transcendência, Coragem, Aceitação, Gratidão, Ousadia, Sabedoria, Evolução.

     Amor:
     Paixão, Maturidade, Entrega Sinergia, Cumplicidade, Intensidade, Contato.

     Felicidade:
     Alegria, Prazer, Otimismo, Integração, Celebração

     Saúde:
     Equilíbrio, Harmonia, Vitalidade, Bem-estar, Qualidade de vida.

     Aprendizado Contínuo:
     Criatividade, Sabedoria, Crescimento, Habilidade, Inteligência, Inovação.

     Honestidade:
     Honra, Lealdade, Verdade, Transparência, Responsabilidade, Comprometimento, Sinceridade.

     União:
     Cooperação, Solidariedade, Espírito de Equipe, Cumplicidade.

     Dedicação:
     Persistência, Fazer, Ação, Determinação, Motivação, Entusiasmo, Perseveranças.

     Prosperidade:
     Sucesso, Realização, Abundância, Potência, Atitude, Desfrutar.

     Contribuição:
     Talentos, Habilidades, Valores, Eficácia, Melhoria Contínua.


 

Ética

voltar

     Ética Planetária na Humaniversidade baseada nos ensinamentos do Dalai Lama

     Comportamento ético

     "A disciplina ética repousa no desejo de ajudar os outros."

     "Um comportamento ético universal implica desenvolver e colocar em prática as idéias humanistas. Idéias que devem levar em conta os problemas de todos os seres, para encontrar soluções aplicáveis a todos, sejam quais forem os credos, as religiões, as culturas e as políticas em vigor nos diferentes países."

     "O estabelecimento de uma ética universal requer que um princípio básico seja aceito por todos: abstenção de qualquer ação passível de prejudicar os outros."

     "Atuar em conjunto, organizar-se, respeitar-se, aceitar as diferenças de ponto de vista para superá-los, adotar um ponto de vista humano, não mais privilegiar exclusivamente a política e a economia. Todos são aspectos que têm que ser incluídos, se quisermos desenvolver um comportamento ético universal eficaz. Só assim será possível encontrar soluções urgentes, uma vez que os conflitos, os problemas ligados ao meio ambiente, as endemias, as fomes, os desequilíbrios econômicos estão eclodindo, todo o tempo, em um ponto ou outro do planeta. São essas condições que servirão de estímulo para se coordenar rapidamente, em tão vasta escala, os meios disponíveis."

     "Resolver problemas instalados em um espaço tão grande como o de nosso planeta requer que os examinemos sob um ângulo global. Uma análise que demanda ao mesmo tempo capacidade de conciliar interesses individuais, da sociedade e do país e, ainda, adaptação às circunstâncias."

     "A cada dia devemos olhar o mundo e seus problemas como se fosse a primeira vez."

     "O entusiasmo, a vontade e a determinação são indispensáveis se quisermos enfrentar a urgência de soluções para determinados acontecimentos mundiais."

     "A solução para os conflitos não é militar, nem política, nem tecnológica. Não é a corrida de armamentos nucleares que irá preveni-los. A violência induz outras violências. A solução é de ordem espiritual e ética."

     "O poder das armas não dura para sempre. Tão logo as condições permitem, ele é destronado pela democracia, pela liberdade e pelo desejo de justiça. O espírito humano sai sempre vencedor nesse tipo de combate."

     "A perfeição da ética é construída pela dádiva. Uma dádiva desinteressada, que não espera retorno. Uma dádiva equânime e igual em relação a todos os seres."

     "Planejar uma ética de comportamento universal é o único meio de contribuir para tornar o homem mais feliz no conjunto do planeta."

     "Observar a Terra do espaço mostra que as fronteiras criadas pelo homem não têm realidade. Observar desse modo o planeta azul nos revela o sentimento de unidade. Tudo parece coerente, justo, no lugar certo. O espaço-tempo dos humanos cria vida nas diferenças, na competição, no poder, nos conflitos, nas raivas. E, no entanto, a Terra é um conjunto, somos parte deste conjunto, dependentes uns dos outros. Só poderemos pensar no futuro da humanidade e assegurar nossa sobrevivência, se aceitarmos que o princípio da interdependência, que rege todas as bases do ensinamento budista, é um princípio essencial à vida, um princípio incontornável. A interdependência se torna cada vez mais evidente. A economia, a política, os desequilíbrios do meio ambiente dão prova disso todos os dias. A lucidez e a reflexão deveriam trazer-nos mais sabedoria, bem como fazer com que este princípio deixasse de ser virtual e se tornasse uma realidade universal."

     "Um comportamento ético universal não poderá jamais estar calcado em princípios religiosos, mas sim, humanos."
     "A geração atual está muito comprometida com os mecanismos do mundo moderno, excessivamente dependente deles. Será difícil para ela transformar hábitos adquiridos, tanto do ponto de vista da mente quanto da matéria. Para construir um mundo melhor, será necessário educar as crianças.
     A estratégia a ser desenvolvida é dupla:
     - Imediata: Agir sobre os desequilíbrios do meio ambiente e, em especial, sobre tudo que diz respeito aos direitos humanos.
     - A longo prazo: Desenvolver os conhecimentos espirituais e adaptá-los à sociedade contemporânea."

     "O objetivo das religiões e dos sistemas políticos é ajudar o ser humano a ser feliz. Os meios utilizados para alcançar esse objetivo não parecem sempre coerentes. É, portanto, inútil submeter-se rigidamente a qualquer um deles. Não devemos perder de vista que o homem é mais importante do que qualquer sistema ideológico, seja ele qual for."

     "A destruição do planeta pelas armas nucleares é o maior perigo que ameaça a humanidade. Estamos cientes da realidade dessa ameaça. Somos responsáveis por ela. É hora de acharmos os meios de eliminá-la."

     Bioética

     "Em alguns casos excepcionais, a eutanásia pode ser um recurso. Se o enfermo se encontra em coma irreversível, se está sendo mantido vivo artificialmente, e a família está em grandes dificuldades materiais para prolongar esse estado, deve-se considerar a eutanásia. Mas é necessário refletir sobre todas as conseqüências que esse ato trará para os próximos, para o moribundo e para o corpo médico."

     "Quer se trate do aborto ou da eutanásia, eles são sempre escolhas que resultam na retirada da vida de uma pessoa. Devem ser consideradas caso a caso. Diante de tais circunstâncias, deve-se em primeiro lugar, examinar honestamente a motivação. A decisão depende da motivação. A motivação é determinante."
     "Controlar os nascimentos não é uma ação paliativa. Cada pessoa deve decidir que meios utilizar, de modo a não ter que matar um óvulo já fecundado."

     "De uma maneira geral, os cientistas não prevêem o impacto de certas descobertas. A pesquisa atômica é a prova disso. Assim como o trabalho efetuado com genes. O mesmo acontece em matéria de economia. A corrida pelo rendimento imediato pode criar catástrofes em nível planetário."

     Meio ambiente

     "Os budistas sempre respeitaram a natureza. A proteção do meio ambiente está no cerne de suas preocupações. Para um budista, cada inseto, cada planta ocupa um lugar essencial e indispensável. O menor deles, até mesmo o organismo celular mais microscópico, tem um papel específico a desempenhar na manutenção do ecossistema. Além disso, o ensinamento budista reconhece todo ser vivo como um ser sensível. Todo ser vivo é capaz de realizar um dia sua natureza de Buda, ao longo dos renascimentos que farão parte de seu futuro."

     "Todos os credos religiosos e espirituais deveriam se engajar e engajar seus membros na proteção do meio ambiente. Participar faz parte da responsabilidade de todos eles. A ética religiosa não pode negligenciar esse aspecto da vida."

     "Preocupar-se com a ecologia e com os direitos dos animais consiste em fazer o bem". São comportamentos que desenvolvem o altruísmo, a generosidade, a abertura do coração e as ações não-violentas.

     "Nossa geração deveria se sentir mais responsável e se inquietar mais a respeito dos desequilíbrios do meio ambiente, dos problemas decorrentes da poluição e daqueles criados pela superpopulação. Devia da mesma forma, esforçar-se para reverter o esgotamento dos recursos naturais. É preciso refletir sobre esses fatos, pois existe o risco de ser tarde demais para as futuras gerações encontrarem soluções para as catástrofes - que já se anunciam, criadas por nós."

     “Nós, seres humanos, somos muito arrogantes. Somos tão arrogantes que nos consideramos proprietários do planeta quando não somos. Somos apenas usuários compartilhantes. Nossa arrogância chega a tal ponto que, entre nós, é absolutamente ofensivo você chamar alguém de "animal". No entanto, para cada ser humano que há no planeta, existem sete bilhões de insetos. Imagine se hoje à noite eles vêm nos visitar, se só a nossa respectiva quota vem nos visitar. Batem à nossa porta e dizem assim: "Qual é? O que vocês estão fazendo com o nosso planeta? Vocês acham que são proprietários dele? Não são. Vocês são só usuários compartilhantes. Aliás, a gente já estava aqui antes de vocês chegarem. E se bobear, vocês vão embora - porque a natureza liquida tudo que ameaça a vida - e nós vamos continuar no planeta". Acho que essa soberba, essa forma de arrogância é um vício extremamente forte no nosso cotidiano. Claro, temos uma sociedade viciada em várias coisas - e aí usando a palavra "vício" não no sentido moral, ligado ao consumo de substâncias ou coisas inadequadas -, mas viciada no sentido de apodrecida.
Um dos sermões do padre Antônio Vieira, grande escritor português que viveu no Brasil, começa com uma frase que me parece terrível, porque verdadeira, que diz: "O peixe apodrece pela cabeça". Já viu um peixe apodrecer? Ele apodrece da cabeça para o resto do corpo. E, hoje, realmente vivemos um apodrecimento de alguns valores, de dignidade, de capacidade de convivência, de civilidade, que resulta nesse mal-estar - apontado por Freud no início do século XX – e que hoje trazemos à tona, 100 anos depois de Freud.”

Mario Sergio Cortella

     Mídias

     "É essencial estar informado. Contudo, privilegiar os programas que supervalorizam sexo e violência é prejudicial à educação e à vida em sociedade. Os comportamentos dos adultos, dos adolescentes, das crianças são influenciados por esses tipos de programas. Sexo e violência servem de referências para orientarem suas vidas. O perigo decorre do vazio espiritual e humano, próprio dos seres. Desprovidos de conhecimento, crêem que a existência só pode ser examinada por intermédio desse tipo de informação. O papel dos adultos e dos educadores é, por essa razão, primordial. É difícil proibir alguém de ver televisão, ou de assistir aos filmes. É possível, em todo caso, decifrar para aqueles que nos estão próximos as imagens mostradas, ajudá-los a perceber que elas mostram apenas uma parcela da realidade social e humana. Elas exprimem somente os sofrimentos de homens cuja vida é desprovida de sentido. É, então, urgente desenvolver a compaixão."

     "O poder das mídias é considerável. Deveria ser utilizado para fazer o bem e ajudar os seres a se tornarem mais compassivos, mais solidários."

     "O tempo que se passa diante da televisão não pára de crescer; seu poder é real, seu impacto é importante. Somos dependentes dela. A televisão nos influencia diariamente em tudo que somos, pensamos e fazemos."

     "Os dirigentes das emissoras de televisão detêm pesada responsabilidade. Participam da definição do homem moderno. Têm influência na educação das crianças. O comportamento dos adolescentes reflete, freqüentemente, o conteúdo violento, característico de alguns programas. Muitos jovens encontram neles exemplos de vida que os levam a matar ou a violentar. A responsabilidade dos donos de canais de televisão é idêntica à responsabilidade dos políticos e dos religiosos."

     "O poder das mídias é ainda mais insidioso, por ser encoberto e dirigir-se também ao inconsciente."

     "A maior parte dos seres humanos vive de maneira virtual, identificando-se com imagens, artistas e cenas que assistem na televisão. Permitem que suas vidas sejam roubadas."

     "Se nosso cotidiano é vivido essencialmente através da telinha, nossas vidas estão dominadas pelas imagens e não pela realidade do que de fato experimentamos."

     "O excesso de imagens desacredita o ‘ser’, e o ‘parecer’ acaba por ocultar as expressões possíveis do ser."

     "Os noticiários só falam de violência. A violência faz vender. Contudo, a natureza humana não é somente feita de ódio, de agressividade. A natureza humana também é boa e compassiva, capaz de dádiva e amor. Seria mais justo se as mídias mostrassem uma visão mais equilibrada e harmoniosa do mundo e da sociedade."

     Economia

     "A pobreza, a miséria, a precariedade e o desemprego provocam sofrimentos inimagináveis em algumas pessoas. A riqueza, a acumulação de bens, a angústia de perdê-los provocam também grandes sofrimentos em outras. Um sistema econômico justo deveria ser mais equânime. Os tormentos pessoais diminuiriam. Partilhar é uma alegria real. Uma alegria que transforma as vidas."

     "As coisas mudam, de maneira sutil, mas se transformam. Os homens de negócios, os cientistas e os políticos estão se interessando mais e mais pela espiritualidade. O mundo material já começou a mostrar seus limites, e seus dirigentes estão se dando conta disso. É por isso que alguns deles já começaram a procurar soluções em domínios que lhes pareciam, até bem recentemente, fora da realidade e desprovidos de sentido concreto."

     "Os economistas desenvolverão o altruísmo e a compaixão em suas áreas de atuação, no momento em que tomarem consciência das conseqüências negativas do que fazem."

     "Humanizar o mundo das finanças e a gestão econômica supõe abrir-se e aceitar enxergar as conseqüências das ações engendradas por essas áreas, notadamente nos países mais pobres. Essa tomada de consciência se torna mais necessária ainda, quando estamos constatando que mesmo as regiões mais ricas do mundo tendem a enfrentar desequilíbrios sociais internos cada vez maiores. Alguns já falam de um quarto mundo. Humanizar as finanças e a economia é uma urgência imediata que diz respeito ao futuro de toda a humanidade."

     "É evidente que o dinheiro é necessário, mas considerá-lo como uma força absoluta, capaz de resolver todos os problemas materiais e existenciais, é um grave erro."

     "É mais importante possuir um espírito sadio, positivo, altruísta e generoso do que acumular bens e dinheiro."

     "O desequilíbrio econômico Norte/Sul é aterrador. Numerosos problemas nascerão dessa injustiça, desse fosso econômico. Seria mais sensato ajudar localmente uns e outros, a fim de evitar os sofrimentos provocados pela imigração, pela escalada dos integrismos. Nenhum ser humano fica feliz de se desenraizar.”

     "Ter dinheiro e utilizá-lo para ajudar os que nos cercam resulta de uma motivação positiva. Em compensação, tornar-se obcecado pela necessidade de ter sempre mais para o próprio benefício, enriquecer-se em detrimento dos outros, vender armas, explorar os animais, empregar crianças e seres humanos como se fossem escravos, empregar todos esses meios nefastos é muito negativo e conduzirá, necessariamente, um dia, a infinitos sofrimentos."

     "A riqueza pode ser, ela mesma, uma escravidão."

     Política

     "Os políticos, os homens da mídia, os escritores, têm a obrigação de explicar às gerações presentes as conseqüências catastróficas de atos humanos, no presente e no futuro."

     "Somos todos responsáveis pelo que ocorre na sociedade. Os políticos são nossos representantes, nós os escolhemos. É nosso dever intervir com os meios que nos são oferecidos."

     "Todos os sistemas totalitários morrem um dia ou outro. A democracia é sempre mais forte em um determinado momento da história de um país."

     "Investir dinheiro em armamentos só faz manter os sistemas. Temos que conseguir um desarmamento massivo e geral. Os governos não estão prontos para dar esse passo. Todavia, toda resistência passiva que recuse o uso de armas contribui para o progresso da paz e para a evolução das consciências."

     "A paz mundial só pode repousar na confiança total e mútua. Nunca na idéia de que os estoques de armamentos estão disponíveis, podendo ser utilizados a qualquer momento. A paz só poderá ser estabelecida progressivamente. Esse desejo não é utópico. É simplesmente indispensável, para a sobrevivência da humanidade, tudo fazer para realizá-lo. Esse avanço gradual supõe acharmos primeiramente os meios de desenvolver a própria paz interior. Pois, só então, dado que paz interior e paz exterior são indissociáveis, se tornará mais evidente a vontade de realizar esse desafio."

     "Somos todos responsáveis pelo estabelecimento da paz em nível internacional."

     "A democracia é justa, porque preconiza a separação dos poderes legislativo e judiciário, notadamente. Estes devem permanecer independentes para que o sistema funcione."

     "Todo político tem necessidade de espiritualidade, pois, se for desprovido dessa base, e só agir segundo seu próprio interesse, poderá prejudicar um grande número de pessoas."

     "É indispensável constituir um grupo de pessoas, um conselho mundial de ‘sábios’, humanista e desprovido de preconceitos, para dar prioridade ao bem-estar da humanidade. Atualmente os representantes dos governos lutam por seus países, sem levar em conta as necessidades das outras nações. É, então, necessário envolver um grupo de pessoas responsáveis e altruístas que se encarregariam da proteção de todos os povos."

     "A não-violência é um modo de ação cada vez mais reconhecido através do mundo. É hoje sinônimo de força. Antigamente simbolizava fraqueza."

     "Os sistemas políticos, financeiros, religiosos, educativos, estão escapando cada vez mais de nosso controle."

     "Um dos maiores perigos do mundo atual é a superpopulação. Esse perigo deixa os políticos indiferentes. No entanto, ele ameaça a sobrevivência da humanidade."

     "O princípio budista de interdependência implica considerar indispensável levar em conta tanto os direitos humanos, quanto os direitos das crianças e os direitos dos animais, se quisermos que as coisas mudem. A política não pode deixar de levar em consideração nenhum desses domínios."

Fonte: Sabias Palavras do Dalai-Lama

     Do erro à ética

     Mario Sergio - Certamente a gente só encanta quando se encanta. Se eu não estiver encantado com o meu objeto de conhecimento, eu não posso encantar o outro. No sentido não de fetiche, mas de sedução gnoseológica. Há um jogo de sedução, mas só é sedutor quem já está seduzido. Ou seja, há tanto mais charme quanto mais charme eu achar que há. Você citou o papel do erro, que é algo muito importante. Evidentemente, o erro tem um lugar especial na construção do conhecimento. Não existe conhecimento sem a possibilidade de erro. Porém, não se deve confundir erro com negligência, desatenção ou descuido. É inadmissível que, como professores, admita-se a negligência, a desatenção ou o descuido naquilo que se ensina e no modo como se ensina. O erro sim, claro, ocorre.

     Yves - Pensar o contrário seria prepotência.

     Mario Sergio - Aliás, o erro não é algo para ser punido, mas para ser corrigido. O que deve ser punido é a negligência, a desatenção, o descuido. Há quem diga que a gente aprende com os erros, o que é uma bobagem. Aprende-se com a correção dos erros. Se a gente aprendesse com os erros, era só ir errando bastante, era o melhor método pedagógico. (Risos)

     Yves - Seria fácil!

     Mario Sergio - Costumo dizer que erro é como cogumelo. Todo cogumelo é comestível - lembrando-se sempre que alguns o serão uma única vez. Assim também ocorre com o erro - só cometeremos alguns deles uma vez. Então, não se confunda erro com negligência, desatenção ou descuido. E como você bem observou, um docente que não dá valor ao modo como ensina nem ao conteúdo ensinado talvez devesse realizar outro tipo de trabalho. Porque certamente não dá para ter respeito por alguém que (retomando a palavra que usei antes) despreza a inteireza daquele tipo de conhecimento e banaliza tanto o modo de transmissão quanto o seu conteúdo.

     Yves - E os alunos percebem isso.

     Mario Sergio - Sem dúvida.

     Yves - Eles percebem que a pessoa não se respeita; que, no fundo, ela mesma não tem nenhum prazer, não sente nenhuma alegria especial com aquele conteúdo. Considero isso um erro, mas também devemos nos perguntar qual a vocação de ser professor. Não sei se existem estudos sobre isso, mas que vocação é essa? No meu caso, a vocação para ser professor universitário estava relacionada sobretudo ao conhecimento... Acredito que dar aulas é uma decorrência natural de gostar daquele conhecimento.

     Mario Sergio - Claro, a filosofia, ou seja, você tem uma ligação, um afeto forte pelo saber.

     Yves - Isso!

     Mario Sergio - Que interessante! Você levantou uma questão essencial quando fala da finalidade, do "para que serve" o que faço. Eu, como você, tenho orientandos de mestrado e doutorado na universidade. E toda vez que começo uma orientação, especialmente quando o aluno está fazendo uma pesquisa, peço que ele apresente para mim, antes de mais nada, um arrazoado que seja um estudo inicial, uma reflexão sobre a importância de sua disciplina, de seu estudo. Em outras palavras, me diga: Que falta faria se não existisse educação física no currículo? Ou se não existisse matemática na grade curricular? O que mudaria na vida dos alunos? Como isso demora um certo tempo para ser feito - porque, lembrando Albert Camus, boas razões para morrer são boas razões para viver também -, nesse trabalho de construção de uma argumentação, o aluno vai ao mesmo tempo percebendo como é sua relação com o seu objeto de pesquisa.

     Yves - A pessoa se engaja.

     Mario Sergio - Na seqüência, peço que ele escreva sobre outra questão: "Tá bom, você justificou porque existe esse conteúdo. Agora eu pergunto: "E que falta faria se você não existisse na Educação? Que falta faz você na escola?". Assim, começamos a trabalhar o ponto de vista ético. Aí estou usando a palavra "falta" em duas dimensões. "Que falta faz Mario Sergio?" - ou seja, no que eu falho, quais são as minhas faltas, e no sentido de por que eu precisaria ali estar. Por que falo disso agora? Porque é importante saber qual a razão da minha atividade, quer dizer, porque faço o que faço e porque faço isso e não aquilo.

     Yves - Voltamos, assim, ao tema da ética.

     Mario Sergio - Exatamente... Por que faço isso, qual a razão? Qual é o motivo, o que me move?

Fonte: Livro – Nos labirintos da moral
Autor: Mario Sergio Cortella Yves de La Taille
Editora: Papirus


 
 
   


Humaniversidade Holística

Al. dos Guaramomis, 1.055 - Moema - São Paulo - Cep: 04076-012
Fones: 5055-0880 / 5055-2800 / 5055-2790