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O
Jornal O Legado - Como você
vê o profissionalismo atual do setor holístico
comparando com os últimos dez anos?
Otávio
Leal - Ele tem crescido em todas as direções.
Algumas escolas tornaram-se mais competentes e sérias
e fazem formações extraordinárias.
Por outro lado, surgiram “pseudas” escolas
e espaços que formam terapeutas “fast food”,
ou seja, muito rápido, sem plena dedicação,
incompletos e mal preparados. É comum observar
como alguns “achadores” lêem um livro
de astrologia e já se dizem astrólogos
e outros lêem algo na área terapêutica
e já saem a atender. Alguns até que buscam
só os valores financeiros e montam escolas e
cursos sem ao menos serem terapeutas e o que é
o pior, saem imitando outras formações.
São empresários que muitas vezes não
observam que ser terapeuta é uma missão,
é algo que deve ser pleno de coração,
ter alma e não é só algo para se
ganhar uns trocados. Para se mudar o mundo, primeiro
comece por si mesmo. Ser terapeuta é ter com
inspiração outros terapeutas como Buda,
Ram Das, Dalai Lama, Gangaji, Dolano, Boff e Jesus,
que ensinava: “Quando andares por terras estranhas
curem os que estiverem feridos”. Observe isso:
Todos os iluminados foram ou são terapeutas.
Entrar nessa egrégora é sentir-se honrado
e orgulhoso, mas, é preciso ter alma.
Terapeutas
mal formados ou escolas sem um sentido de missão
fecham da noite para o dia ou formam terapeutas que
não serão realizados ou que terão
sucesso.
Jornal O Legado
- Nos fale do Otávio de hoje em relação
ao Otávio do passado.
Otávio
Leal - No ano de 2003, após freqüentar
dezenas de Escolas de Ocultismo, secretas e Esotéricas;
de formar-me em Artes Marciais e Yoga; ser iniciado
no Budismo e no Tantra na Índia e no Himalaia,
sentei-me com dois iluminados e tive uma experiência
do “Si-mesmo”, do meu Self ou Alma, que
significou o final de minhas buscas por mim mesmo e
isso dá um sentido de relaxamento e paz muito
grande.
Jornal O Legado
- A Humaniversidade é a maior escola
holística da atualidade e a mais estruturada
para ministrar vários cursos para vários
alunos simultaneamente; existe uma “receita”
para se chegar nesse nível?
Otávio
Leal - Isso é de maior responsabilidade
de minha “irmã”, Diana Prem Zeenat,
que como ótima sagitariana, não desiste
de nada, tem uma garra infinita e concretizou os meus
sonhos e utopias de ter uma escola do potencial da Multiversity
(Índia) e Humaniversity (Holanda) que são
as mais competentes escolas de formação
terapêuticas do planeta. A Diana, para contratar
ou convidar alguém para ministrar aulas na Humaniversidade,
tem que avaliar que esse profissional terá de
ser extraordinário. A própria Diana é
uma terapeuta que não conheço igual, pelas
suas buscas na Índia, Holanda e EUA. Ela é
Acupunturista, Massoterapeuta de várias linhas,
Yoguim, e muito mais além de ser alguém
que vai até o fim em tudo o que começa
e quando faz algum curso não falta em nenhuma
aula. Em um planeta que hoje têm supostos líderes
desistentes e bananas, observar como a Diana faz nossa
escola crescer e fazer diferença no planeta é
uma benção para mim.
Nossos
cursos têm essa missão. Em nosso site temos
um selo que aponta nosso “Compromisso de Qualidade”
nas formações e grupos.
Jornal
O Legado - Além do curso
de Naturopatia, quais são os cursos de maior
procura para formação profissional?
Otávio
Leal - Estamos com duas formações
grandiosas que são a Formação em
Instrutores de Yoga que ensina ao aprendiz a praticar
o Yoga por toda a sua vida e ainda poderá ministrar
seus grupos. Pesquisei centenas de Formações
em Yoga e escolhi trazer para a Humaniversidade a Acharya
(Mestra) de Yoga do Sivananda Ashram, Juliana Araújo
(Krishna Priyah) e do Hatha Yoga, do Professor Gerson
D’addio.
Jornal O Legado
- Quais são as suas metas profissionais atuais?
Otávio
Leal - Não sei se posso chamar
de meta pessoal. Depois da experiência de “Si-Mesmo”,
ficou claro que não há pessoa alguma aqui,
mas o estar nesse planeta, ter essa forma de vida, aponta
na direção de viver plenamente o presente
com amor, risos, celebração, saúde
e “apaixonamento”. Quem fica preso a metas
pessoais e deixa de viver o presente, não importa
a idade que tenha, já está morto e não
se deu conta disso. Vivo cada momento em paz com o presente
em sua total plenitude. Ensino que só vive no
futuro os que estão angustiados ou depressivos
com o presente.
A
existência tem colocado situações
em minha vida e aceito as mesmas: Lanço dois
livros na Bienal; estou com um programa diário
na Sky que é o Momento Zen, um programa de Meditação,
Chi kung, Artes Marciais e Paz, isso é uma benção
na TV brasileira. Continuo com centenas de grupos, palestras,
cursos, enfim a gotinha é levada pelas ondas.
Jornal
O Legado - E quais são
as metas da Humaniversidade?
Otávio
Leal - O mestre Osho convidou a mim e
a Diana (dentre outros) a “formarem os melhores
terapeutas do planeta” e essa é a meta
da Humaniversidade. Pode parecer contraditório
com o que respondi acima, mas, basta uma profunda reflexão
para a compreensão. A Meta da Humaniversidade
são nossas formações Terapêuticas
com um compromisso com o extraordinário. Nossos
terapeutas aprendem:
1
- Estarem abertos a uma vida plena e que valha a pena
ser vivida. Viver o agora sem nenhum vínculo
com o passado. Ele, como terapeuta, faz sua história
de vida com o sentido de criar uma profunda diferença
no planeta, seja como seu exemplo pessoal ou em seu
consultório, clinicando de forma confiante, competente
e com o coração. Muitos terapeutas só
têm técnicas, faltam-lhes carisma e serem
bem resolvidos, meditativos e amorosos.
Aqui
os formados aprendem a serem espontâneos, simples
e naturais, o que significa não agirem contra
a sua própria natureza ou agredirem o planeta.
Hoje existem profissões sem nenhuma responsabilidade
ecológica ou ética planetária.
2
- Terem saúde e confiarem em seu organismo. Em
nossas formações, insistimos na prática
de Yoga, Tai chi, Budo, dança, etc. Ensinamos
filosofias práticas e não só teorias
e pregações especulativas. Temos formações
em Terapeuta Tantrico e Ayurvédico, Chi Kun,
vivências de Bioenergética, Reich, Reiki,
Terapeuta Xamanico... Enfim, muitas práticas.
3
- Ensinamos a importância da liberdade, e a Humaniversidade
tem Mestres Iluminados que dão grupos e Sat Sangs
(encontros com a verdade) que ensinam a arte de viver
e compartilham esse ensinamento aos que os procuram.
Liberdade como modo de vida.
4
- Nossos aprendizes são criativos ao extremo
e com isso têm maneiras originais de clinicarem,
inventivos, autênticos e libertários. Isso
permite atendimentos criativos e carismáticos.
5 - Nosso
grupo, AnimaSoma, forma líderes da própria
vida com exercícios e vivências fortíssimas.
São líderes de verdade e não só
líderes empresariais que às vezes em família
são autoritários, no amor são medrosos,
cópias de outros supostos líderes etc.
Nesse grupo, nos inspiramos muito na filosofia do Gaiarsa
(que também dá palestras em nossa escola)
do Roberto Freire, Multyversety, Osho. Pearls e em outros
pensadores que formam líderes que não
precisam colocar paletó e gravata para impressionar.
Sinto que esse grupo é para Águias, pessoas
que realmente querem deixar de serem sementes e se tornarem
uma grande árvore. É para pessoas corajosas,
que vão até o fim em suas realizações,
para os que buscam serem plenos e totais no Amor, Sexo,
Trabalho, Alma... Enfim... O Grupo é composto
de exercícios “secretos” que ensinam
e apontam caminhos como nenhum outro que conheço.
6 - Meditação
é também parte fundamental de nossa escola.
Todos os sábados damos essas práticas
e os aprendizes que participam das mesmas são
pessoas que tem e a dignidade e a coragem de trocar
um shopping ou cinema para estar consigo mesmo. É
a viagem interior.
7 - O amor ao próximo
é também nosso Dharma (caminho). Ensino
as possibilidades desse sentimento inspirado em Dalai
Lama na Uni- Paz, Leonardo Boff, Dolano, Satya, Monja
Coem e tantos outros líderes que apontam em direção
ao amor de verdade que não tem espaço
para o apego.
8 - A última direção
que ensino aqui é a transcendência, a iluminação
e o reconhecimento de “Quem é você”.
A Humaniversidade é uma escola reconhecida pelo
Mec e Secretaria de educação e é
também uma escola de iluminação.
A única no Brasil.
Jornal O Legado
- Certa vez na Rádio Mundial (95,7 FM
- SP) você disse que o Reiki estava virando um
comércio espiritual. Fale-nos sobre isso.
Otávio
Leal - É verdade, foi num momento
de profunda decepção ao notar como o Reiki
estava virando um comércio através de
cursos de todos os níveis de um dia, formação
de Mestres em duas horas, promoções iguais
aos dos supermercados, grupos com centenas de alunos
dirigidos por pessoas que mal clinicaram antes de ensinar,
enfim... Hoje entendo que quem fez o Reiki assim, sem
a dimensão do sagrado e da importância
de uma real iniciação, acabou entrando
numa péssima energia por nivelar por baixo os
seus estudos. Talvez a existência quis que fosse
assim. Escrevi o artigo “O Falso Reiki”,
publicado aqui no Jornal O Legado, sobre o tema. Fico
profundamente feliz em dar aulas. Ensino por amor ao
que faço e esse é todo o meu ensinamento.
Trabalhe com o que quer que seja, por amor, e não
só para ter o dinheiro. Como diz Peals “Será
que é preciso para não morrer de fome
morrer de tédio”?
Jornal O Legado
- O que são esses nomes místicos
que algumas pessoas têm na Humaniversidade?
Otávio
Leal - Não são nomes necessariamente
místicos. São sannyas que resumidamente
apontam para um novo batismo, um renascer a todos os
dias. Essa é uma tradição muito
antiga do Mestre, simbolicamente, convida o discípulo
a meditar no novo nome. Meu sannyas é Dhyan Prem
que é traduzido por meditação e
amor, assim esse é o meu caminho: Ser meditativo
e amoroso. O nome é meditativo, é interior,
você continua a utilizar seu nome de batismo “socialmente”
nos CPF e RG, mas entende que isso é só
uma maneira exterior. O nome Sannyas é o maior
presente que alguém pode ter na terra. O Mestre
Osho ensinou: “Sempre haverá uma linha
dos buscadores da verdade...” Eu chamo isso de
sannyas. É eterno. É sanatan. Não
tem nada a haver comigo. Milhões de pessoas contribuíram
para isso. Eu também contribuí com minha
parte. Isso se tornará mais e mais rico. Quando
eu for, haverá mais e mais pessoas que virão
e que o farão mais rico. Os sannyas velhos eram
sérios. Eu contribuí com um sentido de
humor. Os sannyas velhos eram tristes. Eu contribuí
cantando, dançando, rindo... Eu o fiz mais humano.
Os sannyas velhos eram de algum modo negativos. Eu o
fiz isso de uma forma positiva. Mas é o mesmo
sannyas. É a mesma busca. Eu o fiz mais rico.
Um
sannyasin é quem confia em seu próprio
organismo, e essa confiança ajuda-lhe a relaxar
em seu ser, e ajuda-lhe a relaxar na totalidade da existência.
Traz uma aceitação geral de si e de outro.
Dá um tipo do “desenraizamento”,
centrando-se. E então há uma força
e um grande poder, porque você é centrado
em seu próprio corpo, no seu próprio ser.
Um sannyasin nunca perde nada na vida.
Jornal O Legado
- Você é autor de alguns livros.
Quais são esses livros?
Otávio
Leal - Tenho três títulos:
“Maithuna - Ato sexual tantrico” um livro
bem místico e prático, “Quero mesmo
é ser feliz” que tem inspirações
Budistas e fala da felicidade real e não do prazer,
“Estilos de Reiki” que ensina os estilos
do Reiki Cristão, Xamanico, Kundalini ,Tantrico
e Japonês. Todos são da Editora Alfabeto.
Agora nesta Bienal terei dois lançamentos que
são “Histórias para incendiar sua
Alma” com contos de Buda, Cristo, Moisés,
Boff e outros mestres, e também será lançado
pela Editora Ícone “O Livro de ouro dos
Mantras” com mais de 250 sons de poder de várias
tradições.
Jornal O Legado
- E para finalizarmos nossa entrevista, o que
você acha do Jornal O Legado?
Otávio
Leal - Você, Alberto, e seu jornal,
ensinam o caminho da persistência, disciplina
e importância de nunca, jamais desistir de nossos
sonhos e utopias. Já conheci dezenas de jornais
terapêuticos que se entregaram e fecharam. Fico
pensando como Pais e Mães podem ensinar a seus
filhos a não desistirem de nada se eles, pais,
desistem de tudo. Pensando também, por exemplo,
que moral tem alguém que aponta a seus filhos
a estudarem se eles desistem no meio de uma formação
e de se exercitarem, amarem e viverem. Você ensina
isso: Jamais desista de absolutamente nada em sua vida.
Você é uma benção ao planeta
por dar o exemplo da persistência e garra.
Que
os Budas te abençoem e a todos os leitores do
Jornal O Legado.
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